LOUVEIRA: Coluna de João Batista – Louveirando

“Acho que ouvi um gatinho”

É comum torcer para que todas as histórias tenham finais felizes, ainda mais quando se trata de criaturas indefesas que acabam entrando em situações adversas. Vou contar uma história que tem esses ingredientes: Minha amiga Cidinha Mariah, atenciosa e alerta como sempre, numa tarde dessas de primavera, caminhava pela Rua São Carlos, no Bairro Santo Antonio, o popular ‘Quebra’ para os mais antigos, aqui na cidade de LOUVEIRA, quando ouviu miados vindos de um bueiro.

Não teve dúvidas, se aproximou e ouviu que de dentro do bueiro vinham aqueles miados, imediatamente ligou para a Guarda Municipal de LOUVEIRA, que sempre nos atendeu prontamente e, desta vez não foi diferente, fato comprovado pela atitude do GM Freitas que a atendeu e passou o telefone de contato do Corpo de Bombeiros de VINHEDO, pois por não termos Corpo de Bombeiros em LOUVERA, toda vez que necessitados desses serviços é a eles que recorremos.

Em VINHEDO o Soldado Correa atendeu e enviou ao local o Brigadista Gabriel, que ao chegar verificou que o gatinho estava distante da boca de lobo do bueiro e, que o material que ele trouxe, não seria suficiente para salvar o animalzinho, bem como o espaço não era apropriado para que uma pessoa entrasse no bueiro. Neste ponto, Cidinha Mariah ligou novamente para o Soldado Correa, que pediu para ela aguardar que ele veria o que poderia ser feito.

Passado um tempo, chegou ao local o Corpo de Bombeiros de VINHEDO composto pelo Sargento Serafim e pelos soldados Wellington e Braga, portando os equipamentos necessários para quebrar o concreto que cobria o bueiro e assim chegar até o gatinho, operação realizada com total êxito, e mesmo o gatinho estando distante da boca do bueiro, foi possível realizar o salvamento, utilizando uma rede como instrumento de captura.

Já salvo, mas todo sujo e tremendo de frio, o gatinho foi acolhido por todos e, Cidinha Mariah, que tem um coração acolhedor, ao ver tal cena, não teve dúvidas e registrou esse momento tão sublime, fotografando a todos, com a devida permissão dos envolvidos no resgate. Ficou claro que todos ali estavam felizes, por terem realizado mais um salvamento, entre muitos que eles realizam, como relatou minha amiga.

Alguém pode questionar o porquê de tanto trabalho para salvar um animal, o que seria normal, mas neste caso, o salvamento não prejudicou nenhum ser humano, pois não havia no momento um outro chamado para uma outra ocorrência, e, os Bombeiros, com certeza sabem o que é uma prioridade, e pelo ocorrido eles se sentiram, assim como os outros presentes, satisfeitos e agradecidos por tudo ter terminado bem.

O amor à vida, seja ela em qual forma for, é uma dádiva que Deus coloca no coração de cada pessoa, e os Bombeiros que lidam com sentimentos todos os dias, em suas mais diferentes missões, sem dúvida têm esse amor no coração. A dedicação se comprova na atitude de cada profissional no dia a dia e na maneira como esse profissional se comporta diante das suas obrigações, que muitas vezes podem não ter um final feliz, o que não diminui em nada a capacidade colocada no cumprimento do dever.

Ele, o gatinho, foi acolhido pela AMALO, ONG, cujas “tutoras” Priscila Finamore e Flávia Malerba proporcionam uma estadia transitória, com amor e carinho, até encontrarem um lar definitivo para o bichinho.

Depois de quase quatro horas e com o sorriso nos lábios, assistiram o final feliz de uma história que poderia, não fosse a persistência e a capacidade dessas pessoas, ter um outro final. O gatinho, poderia a partir de agora, se chamar Serafim, com todo o respeito ao Sargento, pessoa de bom humor pelo que se notou durante toda a ação. Quero agradecer a essa Corporação tão respeitada em nosso País e em nossa LOUVEIRA, aludindo a todos para serem gratos também, pois não importando o tamanho e as dificuldades da missão, eles estão sempre prontos para servir. Obrigado!

Trilha Sonora / Oração de São Francisco / Fagner

Autor: Julliano Gasparini

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