LOUVEIRA: Coluna de João Batista – ‘Louveirando’

Eu sei que é junho!

LOUVEIRA é uma cidade festeira, já disse isso várias vezes, e, para comprovar vem aí a Festa de Santo Antonio. Pelos cartazes que vi compartilhados no face das minhas tão queridas amigas Diacui Pagotti e Tina Ormenese, já será a octagésima sexta, como passa o tempo! Me lembro que a primeira vez que fui à Festa de Santo Antonio, aqui no bairro do ‘Quebra’ (Santo Antônio), foi em 1970, na Avenida Paulo Prado, sem asfalto, tinha eu então treze anos de idade. Foi tão mágico que até hoje me lembro.

A Festa mudou de local depois da construção da Igreja Nossa Senhora Mãe dos Homens, ali na praça e foi se transformando numa festa muito grande, com muitos “comes e bebes”, leilões e exposições de frutas, das quais a Família Pagotto/Pagotti leva as maiores premiações. Gosto que eles levem os prêmios, pois com certeza, suas frutas são as mais bonitas. LOUVEIRA oferece sempre o melhor quando o assunto é fruta.

De lá pra cá as coisas foram mudando, muito mais rapidamente nos últimos anos, posso afirmar e, pelo que ouço, quando termina a festa, o ano acaba. Posso dizer que concordo e que também digo isso várias vezes. Me lembro que todos se conheciam e a festa era mais uma reunião dos moradores do bairro, onde todos colaboravam, desde fazer a polenta até a limpeza do local da festa. O point que mais me lembro, era barraca do vinho, e ao que parece todos queriam aparecer ali, era a mais concorrida, acho eu, salvo engano, era comandada pelo Fofo Salles e pelo Du Pretti, contando com a colaboração de mais pessoas, claro.

Ouço dizer que esse tipo de festa está com os dias contados, se for verdade, eu sinto muito, e se não for, eu fico feliz, mas de qualquer forma posso dizer que essa festa fez e faz parte da minha vida, como de muitos louveirenses e visitantes que comparecem todos os anos para prestigiar. Todo o dinheiro arrecadado vai apara as obras da Paróquia Santo Antonio e Nossa Senhora Mãe dos Homens, entendendo-se por obras, todas as atividades inerentes a uma instituição religiosa séria.

Bem, este texto foi escrito de acordo com a minha memória e dentro dele estão contidos algumas características da Festa de Santo Antonio, mas com certeza cada pessoa que ler se lembrará de algum detalhe que me escapou. Toda história que a gente conta através das lembranças deixa muita coisa para trás, pois a nossa memória é assim mesmo, uma hora se lembra disso, em outra se lembra daquilo e, se eu escrever sobre o mesmo assunto novamente, tudo poderá ser diferente na forma e conteúdo.

Fico feliz por fazer parte dessa história e torço para que cada pessoa que fez parte também dessa festa tenha uma história para se lembrar ou mesmo em algum momento para escrever a respeito. Gostaria de ler o que cada um escreveria ou mesmo contaria, como nos velhos tempos em que eu me sentava ao lado dos mais velhos para ouvir as suas histórias fantásticas. Já pensou como seria bom se um dia um dos mais velhos frequentadores nos contasse como tudo começou? Fica aqui o meu agradecimento a todos os trabalhadores da festa que de alguma forma ofereceram o seu precioso tempo para que a festa fosse um sucesso.

Trilha Sonora / Mississipi / Nair Assempção

 

 

Autor: Geraldo Maia 62

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