LOUVEIRA: Primeira sessão pós recesso é marcada por silêncio de vereadores

Poucos vereadores se arriscaram a emitir uma opinião, contra ou a favor, durante a reabertura das sessões, ocorrida terça-feira (7), no plenário da Câmara Municipal de LOUVEIRA. Ao contrário do que ocorreu em VINHEDO, onde o debate entre os edis esquentou os ânimos numa noite fria, terminando por aprovar a instalação de uma Comissão Processante que pode cassar o prefeito Jaime Cruz, e em VALINHOS, onde projetos polêmicos, como o ‘telhado verde’ e o da ‘visão monocular’ provocaram debates acirrados entre os vereadores, em LOUVEIRA apenas dois vereadores, Nilson Cruz e Rodrigão, ambos do PSD, resolveram encarar o plenário vazio e ocupar o microfone da Casa de Leis perante o silêncio de seus pares.

CRÍTICAS Á SAÚDE
Por sinal, ambos se limitaram a criticar, como têm feito nos últimos tempos, a administração da Santa Casa de LOUVEIRA, a Irmandade e o provedor Alceu Steck, principalmente após a liminar que retirou a intervenção imposta pelo refeito Junior Finamore (PTB) e garantiu que o controle da Santa Casa de LOUVEIRA voltasse para as mãos da Irmandade, mantendo Alceu Steck como Provedor e Elaine Martins como administradora, além de trazer de volta os funcionários demitidos por supostamente não pertencerem ao grupo político do prefeito Júnior Finamore (PTB).

CÓPIAS DA LIMINAR
Os discursos de Rodrigão e Nilson Cruz soaram como provocação à decisão da juíza que concedeu a liminar, haja vista o teor das críticas realizadas: “Recebemos o Provedor Alceu Steck que deixou cópias da liminar aqui na Câmara, mas infelizmente não atende mais ao telefone quando os vereadores ligam. Quero ver se não vai me atender pessoalmente. Gostaria de acompanhar o vereador Rodrigão na visita que vai fazer amanhã à Secretaria Municipal de Saúde de LOUVEIRA é à Santa Casa”, alfinetou Nilson, que disse ter várias demandas na área da saúde. “Quero ver como vai ficar o caso dessas demandas, não podemos ficar encurralados por causa de uma liminar. Precisamos é acabar com essa fila de dois a três meses para atendimento dos pacientes no único hospital de LOUVEIRA. Precisamos saber o que está acontecendo na saúde do município”.

VOLTA AOS CARGOS
Mas o interesse da dupla de vereadores do PSD na área da saúde, segundo um vereador que pediu anonimato, seria no sentido de que o controle da Santa Casa voltasse para a Prefeitura e assim Nilson pudesse colocar de volta aos cargos as pessoas de seu interesse que foram demitidas logo após a publicação da liminar da Justiça. Nilson negou que tinha um suposto ‘esquema de cargos’ de amigos e parentes no hospital.

ELEIÇÕES
Aproveitando a proximidade das eleições, Nilson Cruz alertou os colegas para o fato de que as eleições estão chegando, e que por causa delas os parlamentares vão encontrar muitas demandas do povo nas ruas e desejou sucesso a todos os vereadores com relação aos seus candidatos nas eleições de outubro desse ano.

DOIS PROJETOS
Se a maioria dos vereadores não falou durante a 12ª Sessão Ordinária, por unanimidade eles aprovaram dois projetos, o que dá nomes às ruas do Residencial Capivari, de autoria do vereador Caetano (PTB). As ruas receberam os seguintes nomes: Rua 1 (Rua Otavio Furlan); Rua 2 (Rua Fausto Scaramel); Rua 3 (Rua Affonço Bianquini); Rua 4 (Rua Antonio Scocco); Rua 5 (Rua Natal Açolim); Rua 6 (Rua Sergio Cain); Rua 7 (Rua Bruno Steck); Rua 8 (Rua Milton Abbamonte); Rua 9 (Rua Alziro Tardivelli); Rua 10 (Rua Luiz Daroz); Rua 11 (Rua Antônio Nechio).

ORDENAÇÃO DE RESÍDUOS
O outro projeto, este de autoria do Poder Executivo, regulamenta a colocação de resíduos gerados por corte ou poda de árvores, manutenção de jardins e da construção civil, e prevê que a responsabilidade pela destinação é dos proprietários dos imóveis, sendo proibida a colocação dos entulhos em calçadas ou terrenos públicos. O proprietário deverá manter limpa e conservada a área próxima à obra, evitando quedas de detritos nas propriedades vizinhas e nas ruas, além de não ser permitida a colocação dos resíduos em calçadas ou ruas. Em caso de descumprimento, a Prefeitura poderá multar os responsáveis de duas formas: multa simples a partir de R$ 300 até R$ 1000, e multa diária, acrescida de no mínimo 20% do valor por dia. A fiscalização estará a cargos das Secretarias de Desenvolvimento Urbano, de Gestão Ambiental e de Serviços Públicos.

REPRESENTAÇÃO
No início da sessão foi lido o relatório de atividades da Comissão de Representação, referente ao período do recesso, e a apresentação de 47 indicações de melhorias.

Autor: Julliano Gasparini

Compartilhe esta notícia no
468 ad