REGIÃO: Fique atento com mensagens sobre o jogo ‘Baleia Azul’

Uma brincadeira mortal chamada ‘Baleia Azul’ vem tirando o sono de pais e educadores, além de colocar as Forças Policiais em estado de alerta. Além da preocupação com o jogo, que por si só já é problemático, existem ainda às correntes de mensagens via Whatsapp com falsas denúncias, como é o caso das balas envenenadas.

Na mensagem, um suposto participante do jogo ‘Baleia Azul’ anuncia que fará a distribuição de balas envenenadas para três escolas da cidade. O que acontece é que quando a mensagem chega a uma pessoa má intencionada e de pouca responsabilidade, que muda as informações do texto alterando para os dados da sua cidade, se repete como aconteceu em Jundiaí, criando  pânico e movimentando toda a força policial. Agora, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) está rastreando as mensagens para tentar identificar o autor. Descobrir se são verdadeiras ou mais uma falsa denúncia, como tudo indica. Importante ressaltar que a pessoa que está distribuindo essa mensagem e colocando os pais em pânico poderá ser presa e será denunciada à Justiça.

Em VINHEDO e LOUVEIRA também estão circulando essas mensagens, mas indicando uma cidade de Minas Gerais, como você pode comparar nas fotos.

Mensagem que está circulando pela cidade de Jundiaí. DIG investiga a autoria da mensagem.

A mesma mensagem, mas como sendo de uma outra criança e da cidade de Ipanema, no estado de Minas Gerais.

BALEIA AZUL
O jogo da ‘Baleia Azul’ consiste em 50 desafios feitos aos adolescentes, propostos por um curador, que vão desde assistir filmes de terror às 4h20 da madrugada, auto multilar-se desenhando uma baleia com instrumentos afiados, até o desafio final que é o de cometer suicídio. Segundo informações de especialistas, os adolescentes são convidados a participar de um grupo nas redes sociais, onde trocam mensagens e recebem os desafios. Os participantes são monitorados pelos ‘curadores’ e devem enviar fotos das ações cometidas.

O presidente da Safernet, Thiago Tavares, contou que o jogo foi um “fake news” (notícia falsa) divulgada por um veículo de comunicação estatal da Rússia que se espalhou a partir de 2015. “Era um ‘fake news’, mas existe um efeito que, sendo verdadeira ou não, a notícia gera um contágio, principalmente entre os jovens. O jogo não existia, mas com a grande repercussão da notícia, pode ter passado a existir.”

No Brasil, há indícios de pelo menos três casos que estão sendo investigados pela Polícia, em Mato Grosso e na Paraíba, além de uma tentativa de suicídio, no Rio de Janeiro, que supostamente podem ter relação com o jogo.

RECOMENDAÇÕES
Os especialistas e psicólogos recomendam que as famílias fiquem alertas, e que monitorem o uso da internet e das redes sociais. Alertam também para a observação do comportamento das crianças e adolescentes e, sobretudo, conversar abertamente sobre o tema, conscientizando e mostrando as consequências destes desafios que nada têm de brincadeiras. A atenção deve ser redobrada nos casos de jovens que apresentem tendências depressivas, pois são eles as principais vítimas.

Aos educadores cabe a tarefa de colocar o assunto em pautas e incorporar ao currículo, debater sobre os perigos e consequências, assim como fortalecer a valorização pela da vida, o respeito pela vida dos outros e o uso consciente das mídias e tecnologias.

Autor: Maria Rita

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