Sem TV Câmara pela primeira vez em 19 meses, Legislativo de LOUVEIRA aprova dois projetos

Vereadores comentaram sobre o processo de suposto ‘superfaturamento em contrato’, pedido de Rodoviária e cães mortos por envenenamento

A quinta sessão ordinária da Câmara de LOUVEIRA deste ano, realizada na terça-feira (2), teve dois projetos aprovados pelos vereadores da cidade e um fato marcante: pela primeira vez desde agosto de 2017 (portanto há 19 meses), a reunião quinzenal do Legislativo do município não foi transmitida ao vivo pela TV Câmara. A Casa cumpriu a determinação da juíza Camila Corbucci Monti Manzano, anunciada na última terça-feira (27), por conta da acusação do Ministério Público (MP) de LOUVEIRA de um suposto ‘esquema de superfaturamento’ no contrato da TV Câmara.

Na ocasião, a Justiça também pediu o bloqueio dos bens do vereador Marquinhos do Leite (presidente da Câmara em 2017 e 2018), do PTB, do jornalista Ubirajara Batista (conhecido como ‘Bira’ – assessor direto de Marquinhos), do advogado da Câmara na época, Marcelo Silva Souza, e dos donos da empresa TV Costa Norte Ltda. Segundo a promotora de Justiça, Ana Carolina Martins Valente, que já vem investigando alguns contratos da Câmara de LOUVEIRA, os envolvidos teriam realizado uma “transação fraudulenta”, escolhendo a empresa que apresentava maior orçamento e ainda renovando o contrato por mais um ano, totalizando R$ 2.448.000,00. Pior ainda é que o jornalista ‘Bira’ foi contratado pela Câmara como diretor da TV e era pago para esta função, ou seja, não havia necessidade alguma de contratar uma empresa externa para os serviços da TV Câmara.

A decisão judicial – divulgada como exclusividade pelo jornal FOLHA NOTÍCIAS – repercutiu em toda a Região na semana passada e na sessão da Câmara desta terça, que teve os monitores do plenário desligados, indicativo da não cobertura da TV legislativa de LOUVEIRA. O tema foi abordado pelo vereador Nilson Cruz (PSD) na hora da Tribuna Livre do evento. Segundo ele, a transmissão está fazendo falta. “Espero, senhor presidente (Laécio Neris, do mesmo partido), que as medidas cabíveis sejam adotadas. A TV Câmara vem de encontro com o que quer a população e às necessidades dos vereadores. Quem sou eu para dizer o que é certo e o que é errado?”, destacou Nilson.

Ao final de sua fala, Nilson disse: “Estamos ouvindo chacotas feitas por funcionários, nos corredores do Legislativo, sobre a não transmissão a sessão da Câmara. Eu acho importante o serviço prestado pela TV nas sessões e falo claramente a respeito”, contou. O presidente da Casa, Laécio Neris, emendou assim que Nilson desceu do púlpito: “A Câmara foi notificada pela Justiça sobre a decisão de interromper a transmissão da TV Câmara e tomará as medidas cabíveis, dentro da lei”.

PROJETOS APROVADOS
Entre as duas proposituras aprovadas nesta terça pelos vereadores de LOUVEIRA, estão o projeto de lei (PL) 12/2019, do prefeito Júnior Finamore (PTB), que alterou a lei municipal 2.616, de 18 de dezembro do ano passado. Esta lei estima a receita e fixa a despesa do município para o exercício de 2019. Na verdade, o PL foi um ajuste na redação da lei e recebeu o “sim” dos 12 vereadores aptos a votar.

Também foi aprovado o projeto de resolução 3/2019, que autoriza a participação de vereadores de LOUVEIRA na 22ª edição da Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, marcada para o período entre 8 e 11 de abril. Três parlamentares poderão ir à Capital Federal: pelo sistema de rodízio pré-estabelecido pela Casa em eventos em que os vereadores representam a cidade, Helinho, Laécio Neris (ambos do PTB) e Luiz Rosa (MDB) deverão viajar.

MOÇÕES
Duas moções também foram aprovadas na quinta sessão do ano da Câmara louveirense. A de número 5, do vereador tucano Leandro Lourençon, é de aplausos e congratulações aos funcionários e à equipe gestora da Casa Abrigo, pelo ótimo trabalho realizado pela entidade e pelo amor e carinho demonstrado às crianças e adolescentes assistidos. Representantes da Casa Abrigo posaram para foto com todos os parlamentares no plenário.

Já a moção 6/2019, de Priscilla Finamore (PRB), mostrou repúdio ao envenenamento de animais e à venda ilegal de “chumbinho”, material tóxico usado para matar cães, gatos etc, na mistura com alimentos dados aos bichos. “Como um ser humano pode fazer isso? Peço à população que faça boletim de ocorrência quando vir ou souber deste tipo de mau-trato. A cidade não tem números oficiais deste crime por conta da falta de denúncia. Eu recebo várias delas, de cidadãos de muitos bairros de LOUVEIRA”, disse Priscilla.

“Se a pessoa não puder fazer o bem, que não faça mal aos animais”, finalizou Nilson Cruz (PSD), que em determinado momento da sessão desta terça aproveitou para cobrar o prefeito da construção da rodoviária do município. “Que o Executivo faça o projeto e o mande para a Câmara. Precisamos com urgência da nossa rodoviária”.

Moção de Aplausos à equipe gestora da Casa Abrigo de LOUVEIRA

Autor: Geraldo Maia 62

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