VINHEDO: Duas chapas disputam diretoria do Clube Rocinhense neste domingo

Acontece neste domingo (25), das 9h às 14h, a eleição da diretoria da Associação Rocinhense de Futebol (ARF), de VINHEDO, um dos clubes mais tradicionais da Região Metropolitana de Campinas (RMC), que em janeiro de 2018 completou 109 anos. O clube tem seu balneário localizado na rua Manoel Matheus, 399, no Centro de VINHEDO. O pleito terá duas chapas concorrendo: a “Rocinhense para Todos” e a “Deu a Lógica”. A primeira, da situação, apresenta como candidatos a presidente e vice, respectivamente, Marco Torres (que dirigiu a agremiação nos últimos oito anos) e Marcelo Camargo. Já a segunda é encabeçada por Felippe Esteves. Seu candidato a vice é Ricardo Stefano (o popular ‘Piranha’).

O Rocinhense tem cerca de 400 sócios aptos a votar. A chapa de situação (de Marco Torres) tem como slogan “O clube e o sócio em primeiro lugar” e prega a continuidade do trabalho desde 2010, a manutenção da política de constante evolução e o respeito à agremiação e ao associado. Entre as melhorias feitas pelo presidente Marco Torres estão a renovação da área do bocha, readequação dos vestiários, reforma do salão de eventos, reposicionamento da lanchonete, implantação de quadra de vôlei de areia, da nova iluminação do campo, da quadra de tênis e de vôlei e a ampliação e reforma do parquinho, além da resolução dos problemas jurídicos pendentes e da prioridade à saúde financeira e patrimonial do Rocinhense.

Para 2019 e 2020, a “Rocinhense para Todos” quer ampliar as opções de esportes oferecidos para todos os associados, concebendo estas atividades tanto para recreação quanto para competição amadora, profissional e paralímpica. A chapa ainda quer implantar torneios infantis em todas as modalidades disponíveis.

Os integrantes da chapa “Deu a Lógica” (De Felippe e Piranha) também planejam melhorar a sede da agremiação, incentivando ainda a realização de eventos como Carnaval, Baile do Havaí etc, aumentando a participação dos sócios e familiares com pesquisas de satisfação, modernizando o sistema de gestão administrativa e financeira do clube e tentando viabilizar descontos no comércio de VINHEDO aos associados.

RELEMBRANDO A HISTÓRIA

A história do Rocinhense começou em 20 de janeiro de 1909, quando um grupo de jovens se reuniu na fábrica de chapéus de João Benetti com o simples objetivo de formar um time de futebol, no pacato Distrito de Paz de Rocinha. Estiveram nesse encontro Romeu Moraes, Antônio Gonçalves, Epiphânio Francisco, Salustiano de Souza, Juca Corazzari, Atílio Braghetto, Benedito Cruz, João Benatti, Leone Fávaro e Lilo Biscardi.

Dentro do objetivo proposto, o clube passou a dedicar-se apenas à prática de futebol em um campo cujo terreno era emprestado e ficava em um local chamado na época de “Pastinho do Jacó”. Ali, hoje, está a Igreja Matriz de VINHEDO, no Centro. Posteriormente, o campo foi transferido para a Vila Planalto, em frente ao atual colégio Patriarca da Independência, em área doada por Leontina Lacerda Monteiro de Barros, proprietária da Fazenda Cachoeira. Algum tempo depois, esse terreno foi trocado e o campo novamente transferido para uma área maior e mais central, onde até hoje o clube se encontra, nas ruas Fernando Costa e Manoel Matheus, com Humberto Pescarini e Rua John Kennedy.

Com a popularidade do Rocinhense crescendo, somada ao anseio de seus associados de terem outras alternativas de recreação (festas, bailes e Carnaval), o objetivo de se manter apenas como um clube de futebol deixou de existir. Veio então o sonho de se construir uma sede própria, que virou realidade em 1947, quando foi lançada a pedra fundamental para a construção deste novo espaço em outro terreno adquirido na Praça de Sant’Ana.

Foi na presidência de Orozimbo Gava que o Rocinhense deu início à construção de sua sede própria, com um amplo salão de baile, campos de bocha, jogos, carteados e outras recreações. No entanto, um incêndio no madeiramento doado para os andaimes e telhado quase interrompeu a continuidade da obra, porém graças ao esforço e dedicação dos abnegados rocinhenses da época, o sonho foi concretizado.

Mas o futebol não poderia deixar de existir e, em 1948, se iniciou o trabalho de terraplanagem do novo campo do Rocinhense, contando até com a ajuda do governo do estado de São Paulo, que conseguiu o empréstimo de máquinas que trabalhavam na construção da rodovia Anhanguera, pagando-se apenas o consumo de óleo das mesmas durante o trabalho. Em seguida, para a construção do muro ao redor de toda área, o gramado do campo e a construção de alambrados, foi aberto um “livro de ouro” para arrecadação de dinheiro. Todo tipo de doação espontânea era aceita – areia, cimento e até mão de obra, além de inúmeras festas e bailes que foram realizados para se obter recursos.

Finalmente em 1984, foi construído na área do campo de futebol o conjunto balneário, que hoje possui uma estrutura com piscinas, vestiários, minicampo de futebol, quadra de areia, quadra de tênis, quadra poliesportiva, playground, sauna, campos de bocha, academia, pista de autorama, churrasqueiras, bar e secretaria. A sede social na Praça de Sant’Ana passou a ser alugada a partir de 2008, como forma de se obter dinheiro para custear as despesas do clube e permitir novos investimentos no conjunto balneário.

(PAULO BEHR FERRO, especial para o Portal FOLHA NOTÍCIAS)

 

 

 

Autor: Geraldo Maia 62

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