VINHEDO: Cadastro de doação de medula óssea acontece no próximo dia 15

Acontece em VINHEDO no próximo dia 15, das 9h às 13h, uma campanha para cadastrar pessoas interessadas em serem doadoras de medula óssea. A iniciativa tem o apoio da Universidade de Campinas (Unicamp) e será realizada na Escola Municipal Professora Darci Ana Dêgelo Briski, no Centro de VINHEDO. Mais informações sobre a campanha do dia 15 de junho podem ser obtidas pelo telefone (19) 3826-3017.

Será uma “corrente do bem”, que pode salvar vidas. O transplante de medula óssea é uma modalidade de tratamento indicada para doenças relacionadas à fabricação de células do sangue e com deficiências no sistema imunológico. Os principais beneficiados com o transplante são pacientes com leucemias originárias das células da medula óssea, linfomas, doenças originadas do sistema imunológico em geral, dos gânglios e do baço, além de anemias graves (adquiridas ou congênitas).

Outras doenças, não tão frequentes, também podem ser tratadas com transplante de medula, como as mielodisplasias, doenças do metabolismo, autoimunes e vários tipos de tumores.

A doação é um procedimento que se faz em um centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação de 24 horas. A medula é retirada do interior de ossos da bacia, por meio de punções. O procedimento leva em torno de 90 minutos. A medula óssea do doador se recompõe em apenas 15 dias.

Nos primeiros três dias após a doação pode haver desconforto localizado, de leve a moderado, que pode ser amenizado com o uso de analgésicos e medidas simples. Normalmente, os doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira semana após a doação.

DOENÇAS IMPEDITIVAS
Algumas doenças (chamadas de impeditivas) fazem com que a pessoa não possa fazer a doação de medula óssea, ocasionando o cancelamento do cadastro. Entre elas estão a Aids, hepatite, câncer e doenças autoimunes. No caso da hepatite, o cadastro será permitido na vacinação para prevenção do mal e no histórico de tratamento completo de hepatite A. Não será permitido o cadastro em casos de diagnóstico das hepatites B e C e de portadores do vírus das hepatites B e C (conhecido como infecção crônica).

Quando a doença for o câncer, leva-se em conta o histórico de lesões pré-cancerosas, câncer de pele localizado (células basais ou escamosas), melanoma “in situ” curado, câncer cervical “in situ” curado, câncer de mama curado e câncer de bexiga curado. Quanto às doenças autoimunes, o cadastro será permitido nos seguintes casos: Tireóide de Hashimoto e Doença de Grave tratadas com sucesso e situação clínica estável.

Não é permitido o cadastro em casos de: artrite reumatoide, lúpus, fibromialgia, esclerose múltipla, psoríase, vitiligo, síndrome de Guillain-Barre, púrpura, síndrome Antifosfolipidica, sindrome de Sjogren, Doença de Crohn e Espondilite Anquilosante. Quanto à epilepsia, o cadastro é permitido nos casos da doença controlada, com ausência de convulsões no último ano. Quem tem as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) herpes, HPV, clamídia e sífilis também pode fazer o cadastros para doação de medula óssea.

Já pessoas diagnosticadas com diabetes deverão consultar o seu médico para analisar a atual situação clínica. Geralmente, com o diabetes bem controlado, seja por dieta ou medicamento, é permitido o cadastro. Nos casos de diabetes em que é necessário o uso de insulina ou outra medicação injetável para tratar a própria doença ou doenças renais, cardíacas, do nervo ou dos olhos (relacionadas com o diabetes), o cadastro não é permitido.

(PAULO BEHR, repórter correspondente para o jornal FOLHA NOTÍCIAS)

Autor: Geraldo Maia 62

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