VINHEDO: Polêmica dos casos de estupro domina Audiência Pública da Polícia Militar

Apesar de apresentar certa tranqüilidade quanto à ocorrência de homicídios, e um ligeiro aumento nos casos de furtos e roubos, foram os supostos seis estupros (entre abril e maio), e agora 2 em junho, que continuaram a provocar polêmica durante a realização da Audiência Pública da Polícia Militar (PM) de VINHEDO, no bairro Altos do Morumbi, em VINHEDO, ocorrida na quarta-feira (4), no salão da Igreja São Roque, e que foi coordenada pela Capitã PM Lucimara, com a presença do vereador Sandro Rebecca (PDT) e moradores.
Segundo dados apresentados na Audiência, foram registrados 8 boletins de ocorrência de estupro, mas poucos se confirmaram até o momento. Segundo o esclarecimento da Polícia na Audiência,  os casos são confusos e na maioria, ficaram registradas como denúncias: no B.O. da Escola Franco Montoro, por exemplo, uma aluna acusou um colega, porém ainda não há comprovação da violência. Já no bairro Três Irmãos, uma menina foi abusada aos 12 anos, mas só agora, com 18 anos, (ou seja, seis anos depois) registrou o crime. Na rua Jundiaí, no Centro, uma criança foi atendida com lesão nos órgãos genitais, mas ficou constatado que era assadura e não estupro. Na Rua Custódio Lopes Puga, uma mãe notou sangramento na fralda da filha que acusou outra criança de tê-la violado numa creche. Em outro caso, uma menina bebeu demais, passou mal, e foi levada por uma pessoa até a sua casa, onde tirou a roupa dela, deu banho, e depois abusou. Em outro caso, na Rua Fluminense, uma adolescente foi com a mãe na Delegacia de Polícia de VINHEDO, e revelou estar grávida de 4 meses. No exame, não houve constatação de estupro. Era o quarto encontro com a pessoa a quem acusou de estupro, e a mãe, mesmo assim, registrou Boletim de Ocorrência (BO). Já rua Benedito Storani, no Centro, a vítima queixou “que passaram a mão nela dormindo” e só o padrasto estava em casa. Em outro caso a vítima estava no ponto de ônibus e foi levada a força a um terreno baldio onde permaneceu por 3 horas sendo abusada por todo esse tempo. Entretanto, depois das investigações dos BOs registrados, apenas o caso do estupro em um terreno baldio pode ser caracterizado como estupro. No entanto, as investigações dos BOs de estupro não foram concluídos efetivamente.

CARNAVAL E VIZINHANÇA SOLIDÁRIA
Outro assunto que gerou muito debate é o grande número de ocorrências durante o Carnaval, em VINHEDO, praticadas por pessoas de fora do município que vieram para ‘fazer bagunça até tarde da noite’ e assim deturpando o evento. “Nessa questão do Carnaval, tem que ter mais organização, pois as Forças Policiais não tem efetivo suficiente para garantir a segurança de todos nesse período. Em função disso está havendo um movimento de comerciantes, envolvendo também a Secretaria da Cultura de VINHEDO e os dirigentes de blocos, no sentido de mudar o Carnaval para outro espaço, mais fechado e com possibilidade de controlar a segurança dos foliões”, disse a capitã.
Quanto ao vitorioso programa Vizinhança Solidária implantado no bairro Altos do Morumbi desde 2012, concluiu-se que o mesmo está obtendo sucesso com muitos moradores engajados no projeto, que são orientados a ligar para a GCM (181) (Disque Denúncia) e PM (190) caso vejam qualquer movimentação estranha e atípica no bairro e nas vizinhanças.

 

Autor: Geraldo Maia 62

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