VALINHOS: cidade é citada na operação Alba Branca

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Valinhos foi incluída na investigação que está sendo realizada, por meio da operação Alba Branca, sobre denúncias de pagamento de propina para favorecer a Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf) no fornecimento de produtos da merenda escolar para várias prefeituras e governo estadual. O Ministério Público (MP) apurou que a cooperativa para celebrar os contratos com as prefeituras pagava propinas a funcionários públicos. A polícia já cumpriu mandados em Campinas, Sumaré e Americana. Apenas Sumaré não chegou a firmar contrato com a fornecedora.

Informações dão conta de que ex-presidente da Coaf, Cássio Chebabi, confirmou irregularidades em contrato firmado com a Prefeitura de Valinhos para o fornecimento de suco de laranja durante delação premiada. Embora não tenha sido cumprido nenhum mandado na cidade, o promotor do caso, Leonardo Romanelli, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), admite que o município foi citado no esquema criminoso e não descarta a realização de uma nova operação para buscar documentos e informações.

A Administração valinhense firmou contrato com a Coaf em 2014, pelo qual a cooperativa forneceria 212,5 mil unidades de suco de laranja integral pasteurizado, em embalagens de 200ml, pelo valor de R$ 359 mil, significando R$ 1,69 por unidade, pelo período de 12 meses. A licitação, no entanto, foi vencida pela Cooperativa dos Citricultores de Engenheiro Coelho e Região (Cocer), mas segundo a Prefeitura, a mesma não atendia a algumas exigências e acabou desclassificada, assumindo a segunda colocada, a Coaf. A Prefeitura afirmou, através de sua Assessoria de Imprensa que está colaborando com as investigações e que não há mais nenhum contrato vigente com a cooperativa.

Segundo depoimento de um dos presos na operação, César Augusto Lopes Bertholino, que era vendedor da Coaf, a Cocer era uma das empresas indicadas por Cássio Chebabi para participar dos processos licitatórios para depois abandonar o certame, que seria assumido pela Coaf.

A promotoria afirma que as propinas pagas variavam de 10% a 30% do total previsto no contrato. O valor então era acrescido no preço final, representando superfaturamento dos produtos. O MP ainda não tem o cálculo sobre quanto o esquema rendeu para a cooperativa.

O caso

O Ministério Público (MP) apura o envolvimento de pelo menos 22 municípios com a Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf) para o fornecimento de produtos agrícolas através do pagamento de propinas a agentes públicos.

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