VALINHOS: Grupo de Haitianos encontra apoio no ‘Projeto Portas Abertas’
No início de janeiro, durante entrevista na VALINHOS FM, no Programa Revista da Manhã, o conhecido pastor Hiran Amorin Pimentel da Igreja Resgate de VALINHOS, anunciou o lançamento do projeto ‘Portas Abertas’, onde vão acontecer diversas oficinas gratuitas de artesanato, pintura, aulas de português, teatro, usando o espaço que possui para esses eventos num salão de ótima localização para toda a comunidade. César Fernando Braghetto que trabalha no Cartonifício VALINHOS ao ouvir a rádio, imediatamente fez o contato em busca de aulas de Português gratuitas para os seus amigos Haitianos, porque há dois anos vem trabalhando voluntariamente com um grupo de Haitianos que vieram para VALINHOS e hoje trabalham no Cartoníficio, e viu neles uma grande necessidade na comunicação da língua portuguesa para se manterem e crescerm num emprego, e assim, melhorarem de vida.
César conta ainda que o Cartonifício foi uma das primeiras oportunidades de trabalho que encontraram na cidade. “E logo vieram outros e conhecendo as suas histórias, dificuldades e necessidades, passei a me interessar em ajudar, depois também outros Haitianos ingressaram para a empresa Crivelaro onde trabalham com reciclagem e mais outros foram indicados no restaurante da Nona atuando como Garçom e Auxiliar de Cozinha, e também no Hotel Plaza.
O grupo cresceu, agora tem outros estrangeiros, vindos da África, e que buscam na cidade oportunidades de uma vida melhor, após passarem por situações degradantes com os desastres naturais, situação econômica e política bem precárias. “Esses estrangeiros chegam sem nada no Brasil e deixam sua família em seu país de origem e chegando aqui, conseguem a documentação que permite que eles se candidatem a uma vaga de emprego e novas oportunidades. Também podem receber apoio através de uma ONG Brahitianos que conecta na rede social os Haitianos no Brasil a qual o César faz parte e representa em VALINHOS e pode ser encontrada pelo o Facebook. É um intercâmbio de encorajamento. Geralmente eles precisam de moradias com aluguéis mais em conta, móveis, utensílios, roupas e temos conseguido com ajuda de várias pessoas, pois além de estarem aqui praticamente por conta própria, ainda precisam mandar dinheiro para sustentar seus familiares no Haiti que dependem de seu sustento para sobrevivera lá. Tenho levado o grupo a vários locais para conhecer a cidade, também no SENAI para aderir a cursos gratuitos, mostrando a eles nossa comunidade e as oportunidades, como ocorreu no curso da língua portuguesa, que começou no dia 8 de janeiro, ministrado pela professora voluntária Raquel Cordeiro iniciando com seis pessoas e agora até o momento já temos 14 participantes e acreditamos que irá crescer muito mais. Inclusive criamos um grupo com professores on-line para tirar as dúvidas deles pelo Whatsapp”, explicou o pastor Hiran Pimentel, que tem acompanhado o trabalho semanalmente. Os alunos receberam apostilas eletrônicas oferecidas pela ONU para estrangeiros e foram feitas várias copias com ajuda de voluntários.

















