VALINHOS: Movimento Nossa Valinhos continua com manifestações na Câmara

Durante a realização da 11ª sessão ordinária da Câmara Municipal de VALINHOS realizada nesta semana, vários integrantes do Movimento Nossa VALINHOS portavam faixas e cartazes alusivas às queixas contra a Administração do prefeito Orestes Previtale (PSB), mas não houve a superlotação de comissionados para ‘impedir a entrada do povo’, como foi espalhado pelo ‘Bagaceira VALINHOS Fake News’ nas mídias sociais. Conversando com uma das lideranças do Movimento Nossa VALINHOS, André Marujo, a reportagem da FOLHA NOTÍCIAS constatou que, segundo André, apesar de ter tomado algumas inciativas positivas no tocante aos problemas do município, ainda carece de transparência e comunicação de seus atos para a população, adotando, nesse aspecto, uma postura fechada.
Para André Marujo, provável candidato a deputado federal pelo Partido Novo, diz que suas manifestações na Câmara e nas redes sociais são legítimas em prol da população valinhense e contra o aparelhamento do Poder Público para objetivos partidários. “É muito natural que Orestes Previtale ceda três secretarias ao PT e PDT em função da valiosa ajuda que recebeu desse campo político mais à esquerda. Mas Alexandre Tonetti não ocupa nenhum cargo. Como o novo prefeito virou inimigo do ex-prefeito Marcos José, o ‘dono’ do PMDB, partido de Orestes Previtale nas eleições, o jeito foi Orestes deixar o PMDB e buscar ajuda com o prefeito de Campinas, Jonas Donizetti, do PSB, o novo partido do prefeito Orestes Previtale. Resultado: Orestes demitiu quase 50 comissionados contratados pelo ex-prefeito Clayton Machado e no lugar deles contratou o mesmo tanto de militantes do PSB de Campinas”, revela.

NÃO HOUVE AUMENTO
Mesmo reconhecendo alguns acertos do prefeito Orestes Previtale, a questão do seu alto salário, ainda incomoda muita gente que não se conforma com tamanho gasto só com os salários do prefeito e dos secretários e comissionados. Mas em recente entrevista coletiva, o prefeito Orestes Previtale afirmou que não aumentou o seu salário, o qual já encontrou em vigência por causa de medidas irregulares tomadas na administração Marcos da Silva e que não foram corrigidas pelo ex-prefeito Clayton Machado. Na entrevista, Orestes Previtale garantiu que apenas fixou o seu salário para balizar os salários imediatamente abaixo, porque tinha médicos recebendo até mais que ele, e que por isso só iria receber o seu salário como médico do município, o que passasse iria para uma instituição de caridade. “Tudo isso é muito bonito na aparência, mas ele não pode obrigar os secretários a fazer o mesmo, e são apenas dois médicos com salário maior que o dele. Tanta dinheiro gasto com funcionários e comissionados, enquanto faltam medicamentos para a população”, denuncia Aline Lima, também da liderança do Movimento Nossa VALINHOS.

FILA
Os rumores de que haveria uma grande movimentação na Câmara Municipal de VALINHOS, inclusive com possibilidade de confronto físico e verbal, não se confirmaram dessa vez, mas assustaram um pouco o presidente da Casa de Leis que dificultou a entrada da população, mesmo com o plenário semi vazio, formando uma longa fila na parte externa da Câmara. Mas ao perceber que a presença de público seria pequena, o presidente Israel Scupenaro (PMDB) orientou para liberar a entrada das pessoas que se dirigiam ao plenário da Câmara, e a longa sessão pode transcorrer em paz.

SINDICATO PRESENTE
Quem tem conseguido algumas vitórias judiciais contra a Prefeitura de VALINHOS é o Sindicato dos Servidores Públicos de VALINHOS. Segundo o presidente da entidade, Valteni Santos a luta contra os altos salários dos cargos de confiança continua. “Nós iniciamos esse movimento contra os altos salários do prefeito, secretários e vereadores, e somos vitoriosos porque já conseguimos vencer várias vezes na Justiça. temos que recuperar o salário defasado do funcionário público e da população de VALINHOS“, salientou o presidente Valteni Santos.

PROJETOS APROVADOS

Foi aprovado por unanimidade, nesta sessão, o projeto de lei assinado pelos vereadores Franklin (PSDB) e Mayr (PV), que regulamenta a coleta, reciclagem e destinação final de graxas, óleos e gorduras de origem animal, vegetal ou mineral. O objetivo, segundo os vereadores, é aumentar a consciência ambiental da população e proteger o meio ambiente.

Na mensagem que acompanha o projeto, é citado estudo da Sabesp que aponta que 1 litro de óleo é capaz de poluir 20 mil litros de água. “Por não se misturarem, a presença de óleos nos rios cria uma barreira que dificulta a entrada de luz e a oxigenação da água, comprometendo, assim, a base da cadeia alimentar aquática e contribuindo para a ocorrência de enchentes e para o aquecimento do planeta”, justificam os vereadores. A lei ainda poderá ser regulamentada pelo Poder Executivo.

 

Os vereadores também aprovaram por unanimidade na sessão quatro projetos de abertura de crédito adicional nos orçamentos da Prefeitura e do Departamento de Águas e Esgotos. Também por unanimidade foi aprovado o projeto de resolução da Mesa Diretora da Câmara, que institui em lei o vale-refeição que já é oferecido aos servidores do Legislativo. O texto exclui do benefício os vereadores, assessores de vereadores e diretores de departamento. O projeto de decreto legislativo que, seguindo recomendação do Tribunal de Contas, aprova as contas do Poder Executivo relativas a 2013, quando o prefeito era Clayton Machado, foi aprovado com apenas dois votos contrários, dos vereadores Alécio Cau e Mônica Morandi (ambos PDT).

 

 

 

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