VINHEDO: Amanhã é dia da Padroeira Sant’Ana e Feriado Municipal

Enzo Gabrielloni Rossi, filho de Dra Carolina Gabrielloni e Nelson Rossi, dentro dos 150 participantes e com 450 imagens, destacou-se como uma das premiadas na Exposição
Na semana alusiva à Padroeira de VINHEDO, Sant’Ana, além da programação religiosa, a comunidade católica tem comemorado a data com exposição fotográfica, festa, e o tradicional concurso Boneca Viva, que ocorreu ontem (24), no Teatro Municipal. Hoje, dia 25, às 19h30, tem Missa Solene e Bênçãos de Veículos na Igreja São Cristóvão, no Bairro Pinheirinho, em celebração ao Dia do Motorista. Mas amanhã (26) em que é celebrado o Dia da Padroeira de VINHEDO, a Matriz Paróquia Sant’Ana, no Centro, continua com as programações festivas e religiosas. Às 9h haverá Missa Festiva à Santa, e às 16h tem Missa Solene, onde na sequência, sairá a Procissão Luminosa até o Espaço Santa Cruz, local onde é realizada tradicionalmente a Festa de Sant’Ana, próxima à Santa Casa de VINHEDO. Além da comida de quermesse, o evento tem porções e vários tipos de bebidas. Há também atrações para as crianças e shows musicais. O feriado em VINHEDO não só ficará na quinta-feira. As repartições públicas como Prefeitura, Câmara e Fórum vão emendar o feriado na sexta-feira, dia 27. Somente o comércio volta em atividade normal na sexta-feira e no fim de semana.
EXPOSIÇÃO
Com o apoio da Secretaria de Cultura da Prefeitura de VINHEDO, dentro das comemorações da Semana da Padroeira Sant’Ana, a Pascom (Pastoral da Comunicação) realiza a exposição fotográfica com o tema: ‘UM MOMENTO DE PAZ’. Na segunda-feira (23), houve a escolha dos trabalhos em destaque, com a presença do idealizador do concurso, Padre Antonio Alves, do diretor de Cultura Fábio Cuono, e dos participantes da exposição. O evento continua até dia 3 de agosto no Saguão da Secretaria de Cultura, na Rua Monteiro de Barros, no Centro de VINHEDO.
SANT’ANA
Santa Ana ou Sant’Ana é a mãe de Nossa Senhora e avó de Jesus. Sobre ela, porém, há poucos dados biográficos. As referências que chegaram até nós sobre os pais de Maria foram deixadas pelo Proto-Evangelho de Tiago, um livro escrito provavelmente no primeiro Século e que não faz parte dos Evangelhos Canônicos, ou seja, aqueles reconhecidos pela Igreja como oficiais. Porém, o Evangelho de Tiago é uma obra importante da antiguidade e citada em diversos escritos dos padres da Igreja Oriental, como Epifânio e Gregório de Nissa.
O nome “Ana” vem do hebraico “Hanna” e significa “graça”. Santa Ana era de família descendente do sacerdote Aarão. Ela era esposa de um santo: São Joaquim que, por sua vez, era descendente da família real de Davi. Nesse casamento estava composta a nobreza da qual Maria seria descendente e, posteriormente, Jesus.
Sant’Ana se casou jovem como toda moça em Israel naquele tempo. A tradição diz que São Joaquim era um homem de posses e bem situado na sociedade. Ambos viviam em Jerusalém, ao lado da piscina de Betesda, onde hoje está a Basílica de Santana. O casal se relacionava com pessoas de todo Israel, especialmente nas festas em Jerusalém.

Imagem de Sant’Ana na Igreja Matriz, em VINHEDO
A ESTERELIDADE
Sant’Ana, porém, tinha um grave problema: era estéril. Não conseguia engravidar mesmo depois de anos de casada. Em Israel daquele tempo a esterilidade era sempre atribuída à mulher, por causa da falta de conhecimento. A mulher estéril era vista como amaldiçoada por Deus. Por isso, Santa Ana sofreu grandes humilhações. São Joaquim, por sua vez, era censurado pelos sacerdotes por não ter filhos. Tudo isso fazia com que o casal sofresse bastante.
Sant’Ana e São Joaquim, porém, eram pessoas de fé e confiavam em Deus, apesar de todo sofrimento que viviam. Assim, num dado momento da vida, São Joaquim resolveu retirar-se no deserto, para rezar e fazer penitência. Nessa ocasião, um anjo lhe apareceu e disse que suas orações tinham sido ouvidas.
Ao mesmo tempo o anjo apareceu também a Santa Ana confirmando que as orações do casal tinham sido ouvidas. Assim, pouco tempo depois que São Joaquim voltou para casa, Ana engravidou. Parece que através do sofrimento, Deus estava preparando aquele casal para gerar Maria, a virgem pura concebida sem pecado.
NASCIMENTO DE MARIA
Segundo a Tradição cristã, no dia 8 de setembro do ano 20 a. C., Sant’Ana deu à luz uma linda menina à qual o casal colocou o nome de Miriam, que em hebraico, significa “Senhora da Luz”. Na tradução para o latim ficou “Maria”. A vergonha tinha ficado para trás. E daquela que todos diziam ser estéril nasceu Nossa Senhora, a mãe do Salvador. Santa Ana e São Joaquim são de fundamental importância na História da Salvação. Não só pelo nascimento de Maria, mas também pela formação que deram à futura Mãe do Salvador.
DEVOÇÃO À SANT’ANA
A devoção a Santa Ana e São Joaquim é muito antiga no Oriente. Eles foram cultuados desde o começo do cristianismo. No século VI a devoção a eles já era enraizada entre os fiéis do Oriente. No Ocidente, o culto a Santana remonta ao século VIII. Em 710, as relíquias da avó de Jesus foram levadas de Israel para Constantinopla e, de lá, foram distribuídas para várias igrejas. A maior dessas relíquias ficou na igreja de Sant’Ana, em Durem, Alemanha.
No ano de 1584, o Papa Gregório XIII fixou a data da festa de Sant’Ana em 26 de Julho. Na década de 1960 o Papa Paulo VI juntou a esta data a comemoração de São Joaquim. Por isso, no dia 26 de julho comemora-se também o “Dia dos Avós”.
PADROEIRA DOS AVÓS
Sant’Ana é a padroeira dos avós. Mas também é invocada pelas mulheres que não conseguem engravidar. É também a padroeira da educação, tendo educado Nossa Senhora e influenciado profundamente na educação de Jesus. Sant’Ana, avó de Jesus. Ela sabe dar o carinho e atenção das avós. Ela conhece o aconchego que só as avós podem dar aos netos.

Eventos, como a premiação do Festival Boneca Viva fazem parte da programação da Semana da Padroeira Sant’Ana

O Festival Boneca Viva que ocorreu no Teatro Municipal

















