REGIÃO: Amigos promovem jantar dançante para ajudar louveirense em tratamento nos EUA

Márcia Prates tem a Doença de Lyme, transmitida por carrapato. Evento beneficente já está com convites à venda

O Espaço Monterrey, em ITATIBA, será palco no dia 25 de agosto, a partir das 19h30, de um jantar dançante beneficente. O valor arrecadado com o evento vai custear o tratamento nos Estados Unidos da louveirense Márcia Prates, vítima da Doença de Lyme, transmitida pelo carrapato.

Para ajudar Márcia, saborear uma boa comida e se divertir no jantar, o interessado vai pagar R$ 45 (sem as bebidas inclusas) e poderá curtir música ao vivo no local. Os convites podem ser adquiridos com Billy – (19) 99286-3791 -, Márcia – (11) 94736-4676 – e Natali – (19) 99463-8242. Haverá sorteio de produtos de empresas que estão colaborando com a campanha. Os organizadores também estão aceitando doações de bebidas e gêneros alimentícios para serem usados no jantar.

Márcia Prates descobriu que estava infectada em outubro de 2016. Segundo ela, desde então vem sofrendo com fadiga crônica e alterações de memória e cardiológicas. Além do jantar, a louveirense vem realizando bingos, rifas e almoços para arrecadar dinheiro e fazer o tratamento no estado da Califórnia, nos Estados Unidos.

“Era para eu passar por uma consulta no dia 2 de outubro deste ano, mas ela foi desmarcada e deve ocorrer em abril ou maio de 2019. O quanto antes preciso de ao menos US$ 14 mil para o tratamento, o que equivale hoje a R$ 51 mil”, disse Márcia. “Agradeço a todos que puderem me ajudar, comprando as entradas para o evento ou doando qualquer quantia para meu tratamento”, emendou Prates, em vídeo que gravou e postou nas redes sociais para divulgar o jantar do dia 25.

Uma campanha na internet está arrecadando dinheiro para Márcia Prates. Para saber detalhes da iniciativa, acesse https://www.vakinha.com.br/vaquinha/tratamento-de-lyme-da-marcia-no-eua.

SOBRE A DOENÇA

A Doença de Lyme é uma infecção bacteriana transmitida por carrapatos, muito comum na América do Norte e na Europa. Ela recebe esse nome por conta dos diversos casos que ocorreram em 1997 na cidade de Lyme, em Connecticut (EUA). Pelo fato de dois dos principais sintomas serem inchaço e dor nas articulações, acreditava-se que era artrite. Porém, como os casos eram agudos (os sintomas desapareciam) e afetavam apenas adolescentes, os pacientes foram estudados e a doença foi descoberta. Apesar disso, acredita-se que o mal seja muito mais antigo.

A Doença de Lyme é causada pela bactéria Borrelia burgdorferi, mas a transmissão se dá por meio de carrapatos. São eles que carregam essas bactérias e que podem transmiti-las para os seres humanos por meio de picadas. Os carrapatos são marrons e aderem na pele, onde podem permanecer por bastante tempo enquanto sugam o sangue do hospedeiro. Os locais preferidos do corpo humano para os carrapatos são axilas, couro cabeludo e a região da virilha.

Para transmitir a doença, os carrapatos devem ficar aderidos à pele do hospedeiro entre 36 e 48 horas no mínimo. Quanto menor o carrapato, maiores são as chances de eles transmitirem a doença, pois são mais difíceis de serem detectados. Quando são transmitidas, as bactérias entram na pele através da picada e invadem a corrente sanguínea, espalhando-se pelo corpo.

Os sinais e sintomas da Doença de Lyme variam e normalmente afetam mais de uma parte do corpo, principalmente pele, articulações e sistema nervoso. Estes sinais podem ocorrer dentro de aproximadamente um mês após a infecção pela bactéria causadora da doença de Lyme. Surge então uma protuberância avermelhada na região da picada. A erupção, denominada “eritema migrans”, é uma das características da Doença de Lyme. Algumas pessoas desenvolvem esta erupção em mais de um lugar do corpo.

A pessoa infectada pode ter sintomas gripais, como febre, calafrios, fadiga, dores no corpo e dor de cabeça. Em algumas pessoas, a erupção cutânea pode se espalhar para outras partes do corpo e, várias semanas ou meses depois da pessoa ter sido infectada, podem surgir dor nas articulações e inchaço, problemas neurológicos (como meningite, paralisa temporária de um lado do rosto – chamado de Paralisia de Bell), dormência ou fraqueza dos membros, além de movimentos musculares prejudicados.

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