VINHEDO: Comissão Processante contra o prefeito começa a ouvir testemunhas

O início das oitivas das testemunhas que instruem o trabalho investigativo da Comissão Processante que investiga possíveis irregularidades no Governo de Jaime Cruz no ano de 2015, conforme reprovação das contas da Prefeitura em 1ª Instância, pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, referente ao exercício financeiro de 2015, aconteceu durante toda sexta-feira (14), no auditório do CEPROVI.
Segundo o presidente da Comissão, vereador e guarda municipal, Carlos Florentino (PV), a realização das oitivas, todas no mesmo local e no mesmo dia, facilita o trabalho, tanto dos vereadores membros da Comissão, como de funcionários e pessoas interessadas em acompanhar as audições porque, com a realização das obras de reforma da Câmara Municipal de VINHEDO fica inviabilizado o uso do auditório para essa finalidade.

INTENSA DISCUSSÃO
Ao todo 10 pessoas serão ouvidas pela Comissão, que é presidida pelo vereador Carlos Florentino (PV), e composta pelo relator Rubens Nunes (MDB) e Flávia Bitar (PDT), como membro. Devido a problemas com o som, os interrogatórios começaram com algum atraso, e o primeiro a falar foi o denunciante e autor do pedido de abertura de investigação para cassação de mandato, o advogado José Luís Gugelmim, que confrontou o advogado do prefeito Jaime Cruz, Claudio Nava, que também elevou o tom, dando a impressão que a sessão das oitivas teria uma temperatura bem alta na manhã chuvosa de VINHEDO.
Irritado com o seu colega, o denunciante Gugelmim praticamente ‘jogou a toalha’ (desistiu) de dar seu depoimento, ao bradar de público que a Comissão Processante “não vai dar em nada”. “Não quero mais continuar com esse depoimento porque já vi que isso não vai dar em nada. Alguns vereadores possuem cargos de confiança no Governo de Jaime Cruz, o que inviabilizaria a cassação, pois todos estão comprometidos com o prefeito, haja vista serem necessários oito votos contra, e o prefeito Jaime conta com um número de votos confortável a seu favor, para que permaneça no cargo, salvo mudanças de última hora”, afirmou o advogado que chegou a discutir com a Comissão e com o representante do prefeito na linha de defesa. Quanto ao restante das pessoas ouvidas, tudo correu com mais tranquilidade.

ENTENDA O CASO
No dia 06 de agosto, pela 63ª Sessão Ordinária, a Câmara de VINHEDO acolheu a denúncia para investigar possíveis irregularidades no Governo Jaime Cruz. Foram oito votos favoráveis e quatro contrários durante a votação da sessão. Foi aberta então uma Comissão Processante, com prazo das investigações de 90 dias para a entrega do relatório final, ou seja, eles tem até novembro como data limite, para apresentar seu parecer com provas sólidas, e assim 9, dos 13 vereadores, decidirem pela cassação do prefeito. É preciso ter a maioria de 2/3, ou seja, a maioria absoluta para se obter vitória num pedido de cassação. Até o momento, em tese, sete votos são declarados à cassação de Jaime Cruz.

O advogado denunciante, José Luis Gugelmin, discutiu com membros da Mesa e com o advogado de defesa de Jaime Cruz

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