LOUVEIRA: Conseg debate queimadas e barulho de motos
Em mais uma reunião mensal, o Conseg (Conselho Comunitário de Segurança de LOUVEIRA) teve a participação de membros de vários bairros da cidade, dos Conselheiros e das lideranças de Segurança Pública, incluindo o representante da Polícia Militar, Sargento PM Sidnei Mendonça, bem como o Bombeiro Cabo PM Reginaldo Silva. Contou ainda com as participações do vereador Luiz Rosa, representando a Câmara de LOUVEIRA, do coordenador da Defesa Civil, Cássio Garcia, e do presidente da Associação Comercial e Empresarial de LOUVEIRA, Durval Alides Cogo.
O Comandante da Polícia Militar explicou o procedimento quanto as demandas levadas ao Conseg: motos com escapamentos alterados e veículos com som alto. Quanto as motos com escapamentos alterados provocando barulho além do normal, ou seja,transitar com características do veículo alteradas, aplica-se o artigo 230 do CTB (Código de Trânsito Brasileiro) aonde o condutor é autuado, o documento do veículo (CRLV – Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo) é retido e é posteriormente encaminhado ao Detran; o condutor é liberado, sendo o proprietário obrigado a retirar o documento fazer nova vistoria. Veículos com som alto transitando em via pública é uma infração de trânsito, não existindo a necessidade de abordagem pela PM e em caso de reincidência, o valor da autuação aumenta.
Discutiu-se também o problema nocivo das queimadas, que tanto fazem mal aos animais, meio ambiente e principalmente às pessoas, nesse período do ano. Pessoas inescrupulosas e na maioria das vezes por dolo, insistem nesse procedimento ilegal. Reconhece-se o empenho da brigada municipal em controlar as queimadas com campanhas de conscientização e fiscalização intensificadas.
Ligando-se ao assunto queimadas, uma vez mais se discutiu o pleito da população em ter uma unidade do Corpo de Bombeiros para LOUVEIRA, pois a cidade atinge todos os requisitos técnicos necessários para abrigar essa unidade e carece de profissionais especializados e dominantes nesse tipo de atividade.
Uma das demandas que mais causou debates foi o tema acessibilidade, sobre o qual as pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida têm o direito fundamental do cidadão. “No Brasil, de acordo com o IBGE em 2010, tínhamos 24% da população com alguma deficiência, adicionado a esse percentual os 9% das pessoas acima de 65 anos e, ainda de acordo com esse mesmo instituto, os considerados idosos quase dobrarão, passando a 17% da população brasileira em 2.040. Neste contexto situa-se LOUVEIRA e essa demanda foi trazida ao Conselho e foi concentrada nas calçadas aonde a execução e conservação deve ser uma responsabilidade compartilhada entre o município e o morador . Entende-se que muito já foi feito na conservação das mesmas pelo poder público, mas muitas delas ainda se encontram com problemas, ou seja, pela sua própria inexistência, configuração de aclive ou declive em relação à guia, obstrução com lixeiras ou postes e em mal estado de conservação, entre outros”, expôs o presidente do Conselho, Dimas Bessornia, que complementou: “Hoje nossa reunião foi muito produtiva, trazendo temas que têm grande interesse e potencial de melhoria na cidade. No assunto das calçadas, a política de acessibilidade universal exige uma responsabilização coletiva (comunidade e poder público) pela garantia de igualdades de direito e obrigação na utilização do espaço público. Quanto às queimadas, cada vez mais é necessário a orientação, principalmente iniciando-se com os alunos do ensino fundamental, passando pela conscientização de jovens e adultos e aplicação severa da lei. Em relação à entidade do Conseg em si, o que nos anima é que mesmo com tudo que já tem sido feitonos últimos anos, temos ainda um grande desafio em conscientizar a comunidade interessada e as autoridades ligadas ao bem estar das pessoas que venham a ter com a gente, participando das nossas reuniões mensais, contribuindo com suas ideias para que cada vez mais tenhamos a segurança, bem estar e paz almejada. Conhecer o sistema de preservação da ordem pública e a forma de organização que ele possui é importante para enfrentar com desenvoltura os problemas que comprometem a qualidade de vida das pessoas, agindo na prevenção e redução dos prejuízos e danos ocasionados pelos maus feitos”, finalizou o presidente.


















