Coluna Linhas Cruzadas – O Retorno

O retorno

A vida me vem prestando algumas peças dignas de serem comentadas. A última delas foi à colocação no peito de um Marca-Passo que poderá levar-me inteiro por mais algum tempo, dentro daquilo previsto por Deus. Hospital, médicos, tempo, são apenas motivos para se pensar no estado presente e no papel que todos nós representamos nesta programação estabelecida pela Ordem Superior. O Supremo Arquiteto sempre nos reserva a medida certa para cumprirmos todos os seus desejos. Então afirmo: Hoje, retorno àquele meu espaço que domino durante estes largos anos de respeito aos meus leitores, que são tantos, graças a Deus.

Durante 45 dias tive tempo de pensar. E muito, reafirmo. Acompanhei o tempo presente das marchas e contramarchas da política imunda que se instalou em nosso país, o que ainda falta para se corrigir os tantos desacertos, e lavar as imundícies que se instalaram de alto abaixo no campo político-administrativo do nosso país.

Olhe para o seu lado, veja a cara do seu vereador, observe as ações dos seus prefeitos, seus deputados, governadores, Câmaras altas, Justiça e a ação corruptiva do próprio povo. Quanta degenerescência de caráter se aloja em nosso povo. É de pasmar.

Leio uma mensagem atribuída ao Juiz Moro e a ele me solidarizo. Ele fala do cidadão que leva um documento para o seu trabalho e para não gastar alguns centavos, poucos por sinal, usam o papel e a máquina da empresa. E aquele que leva, para si e às vezes para os seus (dando maus exemplos), canetas baratas e clips de papel e outras coisas miúdas mostrando, em sua plenitude a falta de caráter, moral e ética.

Veja como é o povo e pense no seu comportamento. Muitos se orgulham daquele jeitinho brasileiro de levar vantagem em tudo, a tal da Lei do Gerson. Tenho pena da falta de princípios que reina.

Entenderam  o que eu falo? Analisaram o seu perfil. Repare que algo de podre está arraigado no cerne de uma população desrespeitosa. Os políticos nasceram destas pequenas falhas de caráter mal corrigidas à partir da primeira infância.

Vejo hoje (segunda-feira, 30 de janeiro), a prisão do Eike Batista ao descer do avião vindo dos EUA. Vejo-o de cabeça raspada, carregando um travesseiro, e entrando no Bangú 9. Sinceramente me deu pena. Um cara que foi uma das maiores fortunas do mundo passando no fim de sua vida pelo vexame de um mau procedimento pelas parcerias porcas e imundas que se cercou, tudo para aumentar seu patrimônio e fortuna.  Sinceramente eu não queria estar na pela dele.

Só digo agora isto: se alguma dignidade lhe resta abra a boca. Conte tudo. Lave a sua alma e conte das relações com Dilma, Lula, BNDS, Deputados, Governadores e ajude a passar este país a limpo. Que ofereça aos meus netos e bisnetos que estão vindo por ai o que representa a dignidade.

Como estão sentindo, eu voltei em forma e espero colocar aqui as minhas verdades. Não sou um que se faz de puro. Tenho os meus pecados, mas me esforço para andar na linha. Conheço e muito bem as coisas da vida e do mundo

Obrigado por me aturarem.

*****  Amigo irmão Wilmar Pesinato:
voltei a escrever, sinceramente, atendendo ao seu pedido e a insistência de amigos como você. Sempre brincamos de uma irmandade gêmea que já se estende por muitos e muitos anos. Sou o irmão mais velho com uma diferença de cinco minutos. Você e a Marieta nos são muito especiais. Tenho a felicidade de poder curtir vocês como curto os meus próprios familiares. Vou, em dias próximos, levar o meu abraço a você. Não pude ainda pois coloquei um tijolo no peito que ainda exige alguns cuidados. Abração.

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