LOUVEIRA: Administração de Louveira é a pior da região, diz pesquisa

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A Administração do prefeito Júnior Finamore à frente de LOUVEIRA é a pior da região. A conclusão pode ser feita a partir do estudo ‘Ranking de Eficiência dos Municípios’, divulgado na edição de 28 de agosto do jornal ‘Folha de S.Paulo’. Realizado em parceria entre aquele jornal, o portal ‘Meu Município’ e o Centro de Políticas Públicas do Instituto Superior de Negócios, Direito e Engenharia (Insper), o levantamento avalia o quanto as prefeituras oferecem de serviços básicos às suas populações, gastando o menor volume de dinheiro.

LOUVEIRA (apesar de ser cantada em prosa e verso por sua arrecadação, e de ser sempre lembrada pelo município com uma das maiores rendas per capita do país) aparece no Ranking de Eficiência dos Municípios (REM) num constrangedor e longínquo 3.919º lugar, com a média de 0,398. A cidade está atrás das vizinhas VALINHOS e VINHEDO (respectivamente 1.605ª e 2.209ª colocadas) apesar de – no mesmo gráfico – ostentar uma arrecadação que chega a ser quase três vezes maior que a de VALINHOS e cerca de 70% maior que a de VINHEDO.

A pesquisa foi realizada a partir de levantamento de dados da saúde, educação e saneamento básico. O Ranking apresenta dados de 5.281 municípios. Destes, 24% apresentaram médias que ultrapassam 0,50 – sendo considerados ‘eficientes’. Com 0,398, LOUVEIRA está entre as cidades cuja administração é tida como ‘de pouca eficiência’. Já os dois vizinhos se enquadram no conceito ‘município com alguma eficiência’, com médias de 0,489 (VALINHOS) e 0,468 (VINHEDO).

Entre os municípios integrantes do Aglomerado Urbano, Jundiaí é o que obteve a melhor colocação no Ranking, ficando em 1.143º lugar, com média de 0,656.

Problemas locais e regionais

Segundo o estudo, o Ranking revela que quanto maior o percentual de aumento do número de servidores entre 2004 e 2014, pior a eficácia das prefeituras nas áreas de saúde, educação e saneamento – nestes itens, LOUVEIRA apresenta os índices, respectivamente, de 0,484, 0,734 e 0,903.

A explicação justifica muitos dos problemas registrados em LOUVEIRA: o funcionalismo público cresceu 32% no mandato de Júnior Finamore – sendo que a maior parte foi destinada para cargos em comissão. No outro extremo, Jr. demitiu 22 médicos nos últimos anos – o que justifica a falta de especialistas nas Unidades Básicas de Saúde e as centenas de reclamações da população sobre o péssimo atendimento oferecido pela rede municipal.

As queixas também estão presentes em outras áreas, como a educação, por exemplo, em que faltam professores e o método pedagógico é ultrapassado, na opinião dos especialistas, e ainda no saneamento – em que falta construir quilômetros de rede de esgoto e, apesar da inauguração de uma Estação de Tratamento (Ete), esta não funciona em sua plenitude justamente por faltar coleta dos 100% de detritos gerados no município.

Saúde é ‘regular’ ou ‘péssima’

A maioria da população considera apenas regular ou ruim/péssima a qualidade dos serviços prestados pelas prefeituras nas áreas de saúde, educação e saneamento (que compõem o REM). Segundo pesquisa nacional do Instituto Datafolha, a área de saúde é a que recebe a pior avaliação: 52% a reprovam. A taxa é superior à avaliação média dada aos próprios prefeitos, considerados ruins/péssimos por 43%.

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