LOUVEIRA: Coluna de João Batista – ‘Louveirando’

Quem tiver apito, apite, faça esse mundo acordar (Lupicínio Rodrigues)

Hoje, quinta-feira, eu andando pela minha cidade, esta magnífica LOUVEIRA, pensei em tantas coisas desse nosso tempo, que por ser eterno, eu acho que há uma continuidade das coisas e acontecimentos, e tudo culminará num iluminismo ratificado pela ciência. Vi pessoas devidamente adaptadas para os dias de hoje e vi também em menor número, pessoas que desafiam a realidade, por ignorância ou por não valorizar a vida, nem a dela e nem a de ninguém. Falo isso em relação ao vírus atual. Se por um lado o homem aparentemente mais simples não entrou na loja de produtos agropecuários sem a máscara, pois comprou uma ali mesmo, o outro, aparentemente mais sofisticado, estava sem a máscara e falando/cuspindo na atendente sem o menor respeito. Lado a lado. Eu vi.


O que eu estava fazendo na rua? Comprando itens de primeira necessidade para mim e para os gatos, devidamente mascarado e mantendo a distância recomendada pela ciência. Pelo menos até agora é o que temos de certeza em relação à proteção e, se amanhã tudo mudar, segundo a ciência, mudarei também. Como gosto muito de música e tenho algum conhecimento, sempre cantarolo alguma das mais antigas e, foi neste momento que vi a placa que retratei. Pensei comigo: “para que serve um apito?” Bem, se for de um árbitro de futebol, serve para comandar o jogo, bem como para muitos outros esportes, o apito dá o tom da partida, do jogo. Associei, por estar próximo às casas que fazem parte da Fepasa, ao time de futebol do Ferroviário de LOUVEIRA, um time muito aguerrido, que todos os adversários torciam para o apito final do árbitro, pois aquele time fazia jogo muito disputado e o apito final era um alívio para o adversário da vez. Não sei se ainda existe o time do Ferroviário.

Também me lembrei do silvo do apito da Polícia de forma geral, que a cada entoada tem um significado, bem como do apito que as mulheres podem usar em caso de estarem sendo atacadas. Também me lembrei dos três apitos do Noel Rosa, da fábrica de tecido. Não posso deixar de me referir aos que estão gravados na minha memória, que são os da Nerina, fábrica de louças renomada aqui do bairro do Quebra, Santo Antonio, que ainda hoje apita ao meio dia. Acho maravilhoso, pois foi ao som deste apito que tive o meu primeiro registro na Carteira de Trabalho, na década de setenta. Que me registrou foi a minha vizinha na época, a querida Sueli Degello Mazzali? Agora há aqui em LOUVEIRA um outro apito que é ouvido quase que por toda a cidade, que é o apito dos trens que ainda passam, recortam a nossa cidade. São inconfundíveis e trazem toda a nostalgia de um tempo muito bem lembrado, um tempo de idas e vindas de muitos trens.
Claro que deve haver muitos outros apitos, e, acho que já ouvi dizer que a cascavel, a cobra, tem um assovio semelhante a um apito, não sei se procede.

Outros apitos que me emocionaram foram os que o Brasil foi tri campeão mundial em setenta e os mais emocionantes de todos, os que o Brasil, no vôlei feminino e masculino, foi campeão olímpico e mundial, principalmente os da seleção feminina. Um apito, como bem disse Lupicínio, faz o mundo acordar. Será que resolveria em relação aos negacionistas, ou eles são surdos mesmo?
Trilha Sonora / Assim Assado / Secos & Molhados

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