LOUVEIRA: Coluna de João Batista – ‘Louveirando’

Mundo véio sem porteira!

Lá ia eu, novamente pela minha cidade, já no Bairro do Monterrey, que acredito onde eu me encontrava, ainda pertença a LOUVEIRA. Ao longe avistei um vulto branco bem no meio da rua, e ao me aproximar, o vulto branco se transformou num grande boi. Confesso que fiquei um tanto quanto surpreso e parando o carro, por precaução, e de uma distância que eu considerei segura, fotografei este lindo boi. Era uma encruzilhada e ele, o boi, parado ali parecia meio indeciso em relação a que rumo tomar, bem, neste caso não pude ajudar muito. Ri da situação, pois especificamente neste dia e hora, eu estava de excelente humor e minha mente fervilhava com tantas possibilidades que um boi, no meio da rua, proporciona no quesito contar história. Queria, na verdade, que ele me contasse as suas histórias, mas como ainda não entendo o linguajar dos animais, me contentei em imaginar as histórias que ele me contaria. E ri mais ainda. E rindo observei a majestade que um animal carrega em si, sem no entanto, ser arrogante, como aconteceria com qualquer humano. Então, num devaneio das tantas histórias que já ouvi, me deparei conversando com ele e contando histórias, como conto agora, pra boi dormir. Neste caso, o significado de “contar histórias pra boi dormir”, é positivo, mas na maioria das vezes essa expressão é usada no sentido pejorativo. Ainda esta semana ouvi muitas histórias que eu próprio classificaria com história pra boi dormir, principalmente na área da política, e, por estarmos nos aproximando das eleições, com certeza ouvirei muito mais histórias com essa classificação.

LOUVEIRA e louveirenses que preparem os ouvidos! Bem, mas o boi não dormiu pelo jeito, pois eu ao dar uma volta e passar pelo mesmo local, ele, o boi, já não estava mais lá. Fiquei frustrado até, e perdi a esperança de pegar um outro ângulo daquele belo animal. Sigamos o exemplo do boi e mesmo que, ouçamos muitas histórias no bojo das eleições e dos candidatos, não durmamos no ponto e, muito menos, em frente a urna de votação. Como ando muito por LOUVEIRA, conheço muita gente na cidade e da cidade, e, tenho um apreço especial pelas palavras, ditas ou escritas, e as vezes até subentendidas, estarei disposto a ouvir as propostas dos que se prontificarem a parlamentar comigo. Passarei mais vezes por aquele local onde avistei, fotografei e até conversei com o boi, de cara branca, por acaso branco, para rir mais um pouco das coisas inusitadas da vida. Quando digo rir, não é de escárnio, mas sim rir dos bons encontros que a vida nos proporciona. Com um certo pesar, agora, no momento, diante da minha pouca evolução, ainda como carne, mas espero que um dia, mais evoluído eu possa apenas admirar a vida animal, sem querer, de alguma forma, me servir dela.

Trilha Sonora / Eu não sou cachorro não / Waldick Soriano

Autor: Geraldo Maia 62

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