LOUVEIRA: Coluna de João Batista – ‘Louveirando’

Preciosidades

Meu tempo, o tempo de agora, o único que existe, é precioso demais, pensando assim, foi de imediato que aceitei o convite do meu amigo Carlos Tiokal para conhecer o Parque do Monterrey, como diria este meu amigo, “de chofre”. Como eu já sou um andarilho da nossa LOUVEIRA, não titubeei e lá fomos nós, eu dirigindo o carro, ao Bairro do Monterrey, aqui em nossa cidade e ao parque com o mesmo nome, pelo menos eu o chamarei assim, mesmo que haja um nome oficial. O trajeto foi bem legal regado a muita conversa, lindas paisagens e, não me lembro bem se falamos mal de alguém, mentira, me lembro sim, não falamos mal de ninguém, não é do nosso feitio esse tipo de coisa.
Ao chegarmos ao parque, a surpresa, aliás, uma ótima surpresa, o parque é muito bonito, e embora esteja um pouco cru ainda, promete. A gente sabe quando a promessa se cumpre, tem sido assim por aqui. O Bairro do Monterrey tem por norma colocar nomes de cavalos em suas ruas, pois era uma fazenda muito bela, mas que hoje, justamente a sede da fazenda, está totalmente destruída, uma pena. Mesmo assim, passando em frente, foi que eu me lembrei de uma turma, a turma da Escola Rezende do Bairro do Quebra – Santo Antonio – no início dos anos 90´, que fazia churrasco e se hospedava justamente nesta sede, era muito lindo tudo aquilo, comandado pela nossa Vandinha Estábile, só para citar um nome, claro que havia muito mais gente, e, não éramos seis apenas, éramos bem mais, digo éramos porque eu também fazia parte da trupe.
Bem, lembranças à parte, voltemos então ao parque, pois foi lá que encontramos a querida Marise, a Claudete e seu esposo José Aparecido, a Kelly da Auto Escola e mais algumas pessoas que por ora, não lembro os nomes. Caminhamos com Marise e fomos ao trailer da Kelly onde comi um delicioso pastel de pizza, estava ótimo mesmo. O trailer funciona, abre todos os dias e vai até a noitinha aberto. Quem quiser apreciar uma bela paisagem, matar a sede ou a fome, ali é o lugar ideal. Nossa LOUVEIRA é assim, próspera e bem administrada e, além deste parque, há outros espalhados pela cidade, e logo, logo, acredito eu que haverá mais uns dois, pelo menos.
Exaltar uma cidade é fácil, mas neste caso, não é apenas exaltação, pois tudo que digo pode ser comprovado indo até os locais que cito em minhas escritas descrevendo-os de acordo com o meu olhar, com o meu sentir, registrando que outros olhares e outros sentires são sempre bem-vindos. Só sei dizer que foi uma tarde muito bem aproveitada entre amigos, risadas, conversas, cachorros e uma vista linda, que, para onde se olhasse, os olhos se encantavam. Vá aos parques, reflita sob e sobre o ar puro, ande descalço, fale muito ou se cale, ande de bicicleta, a pé, sozinho ou acompanhado, pare e tire fotos, muitas fotos, ou nenhuma foto, mas vá. Nesses tempos mais difíceis, é o local ideal, pois é amplo e com ar puro, então agradeça sempre, pelo menos eu agradeço a possibilidade de ir e vir, mas se tiver que criticar, critique no local adequado, e, o mais importante, não critique apenas por criticar, para parecer do contra, como eu também faço as vezes. A evolução de uma cidade começa e finda em nós mesmos, os seus cidadãos.

Trilha Sonora / Domingo no Parque / Gilberto Gil

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