LOUVEIRA: Coluna de João Batista – ‘Louveirando’

Errei sim


Falar de erros nunca é agradável, ainda mais falar dos próprios erros, e, aqui, neste caso, falar de um erro meu, cometido por mim no trânsito de LOUVEIRA num sábado à tarde, aliás, um sábado muito feliz fica difícil sim. Mas se por um lado ninguém, na minha opinião, consegue falar de todos os seus erros ou não quer falar, por outro lado ter a consciência de que errou, já é um bom começo e, se a partir deste começo, houver alguma mudança, já terá sido muito bom. Os erros quando os cometemos sozinhos, e de alguma forma não colocam ninguém em uma situação constrangedora aparente, pesa menos, mas não deixa de ser um erro. Agora, quando o erro é cometido e constrange imediatamente aos outros, então há uma gravidade maior, penso eu e, este foi o caso ao qual me refiro em relação ao meu erro num sábado à tarde.
O trânsito de LOUVEIRA talvez seja o ponto que mais me chama a atenção no sentido negativo desta próspera cidade, seja pelos transeuntes ou seja pelos motoristas que, a meu ver cometem muitas infrações. Estacionar em frente à casa dos outros quando não é permitido está entre as mais frequentes, há muitas outras. Quando um motorista estaciona em cima de uma calçada, ele está errando, e, além de obstruir a calçada para os pedestres, muitas vezes ele danifica a calçada, principalmente quando se trata de veículos pesados, sei bem disso. Nunca, pelo menos para mim, um motorista que danificou alguma calçada chegou até o proprietário e perguntou, pelo menos por educação, o quanto custaria o conserto.
Cheira a hipocrisia as batidas no peito de alguns motoristas exaltando a forma como dirigem, pois se os seguirmos, como eu já fiz algumas vezes, logo os pegaremos cometendo alguma infração. Também há as infrações por falta de atenção, como já aconteceu comigo quando por duas vezes os desatenciosos bateram no meu carro. Os danos são os mesmos, mas pelo menos os motoristas param, conversam e tentam entrar num acordo, que se concretizará ou não, dependendo da situação e dos danos. Há casos em que somente o seguro resolve através dos advogados. Outra coisa que eu detesto no trânsito são as lombadas que atestam a nossa incapacidade de sermos coerentes, razoáveis, cumpridores das leis, pois elas estão ali ou acolá devido justamente à nossa teimosia, a nossa rebeldia burra, sem proveito nenhum.
Se eu fosse alguma autoridade com voz ativa, tentaria de todas as formas exterminar as lombadas e, no lugar, colocaria radares. Mas não tenho essa autoridade, então terei que aguentar as lombadas ou então sugerir que alguém com autoridade tente mudar a situação. Lombadas são os maiores atestados de burrice que existem, na minha opinião. Burrice no sentido de que não se evita muita coisa, causa danos ao veículo, estão em desalinho com os propósitos, pois as que estão no sopé da subida inibem a velocidade, mesmo que a rua ou a avenida sejam apropriadas para uma velocidade maior. Me passa sempre a impressão de quem cria as lombadas nunca passa pelo local ou então, por estarem dirigindo um veículo público, não se importam com os estragos. Pago eu, pagamos nós.
Trilha Sonora / O Bom / Eduardo Araújo

Autor: Geraldo Maia 62

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