LOUVEIRA: Coluna de João Batista – ‘Louveirando’

Lombada a vista!


Bem, em dias de chuva as lombadas aparecem do nada, pelo menos a maioria delas, que não são bem demarcadas e, para mim, fica mais evidente o meu desgosto com as tais. Em LOUVEIRA há muitas lombadas, que na minha opinião é uma prova de não somos em grande parte, pessoas educadas. Pois se educados fôssemos, não haveria necessidade das lombadas. Digo isso por achar – achismo é uma caca – que todos que tiram a carta de habilitação, sejam conhecedores das suas obrigações enquanto motoristas.
Mas, não se começa uma frase com “mas”, uns dias atrás ia eu dirigindo meu carro pela Estrada Atílio Biscuola e, para a minha surpresa, boa surpresa, uma dessas lombadas havia sido desativada, fora retirada da estrada. Não acreditei e voltei com o carro para registrar tal fato. Era verdade. A prova está registrada e catalogada, a tal da lombada havia sim desaparecido, e em seu lugar há uma tira de asfalto de cor mais forte, preta, de asfalto novo, que logo, como sempre acontece, se tornará fosca, misturando ao próprio asfalto da estrada. Mas por enquanto está lá tingindo com o seu brilho novo aquele trecho.
Atílio Biscuola é o nome da estrada que liga o bairro do Quebra – Santo Antônio – à LOUVEIRA, pois os mais velhos daqui da cidade sempre se refiram assim ao bairro e ao Centro da cidade, respectivamente. É uma estrada interna que agora ganhou muito mais movimento por causa dos condomínios e das empresas de logística que a margeiam. Também é conhecida como a estrada da Berna, por referência a uma empresa muito bem conceituada, localizada num ponto equidistante entre o bairro e o centro, que produz frios de alta qualidade, entre outros produtos. Quantas lombadas até a empresa!
As lombadas em si não seriam problema ou desgosto se fossem, como já disse, bem demarcadas, com uma altura e largura padronizadas, mas em cada local a lombada se apresenta de uma forma diferente. Claro que eu sei, inclusive em conversas sobre o assunto, que há muita gente que aprova as lombadas; é um direito, lógico. Mas na prática, se o carro não for automático, essas mesmas pessoas já xingaram as lombadas bem baixinho ao trocarem a marcha. Eu já xinguei, agora não xingo mais. Outra coisa que já observei em algumas ocasiões, é que os carros oficiais muitas vezes passam em alta velocidade pelas mesmas, aí penso comigo mesmo “lá vai mais um dinheirinho público para consertar o veículo”. Por outro lado, há as pessoas, motoristas, que passam devagarinho, em segunda marcha.

Já os de carros rebaixados sofrem, pois eu sei o quanto eles gostam dos seus carros e alguns até fazem careta quando ouvem o som da raspada na lombada. Em todo caso, volto a afirmar que as lombadas são sinais da nossa falta de educação e que, radares resolveriam melhor a questão, pois no bolso todo mundo sente. Uma lombada a menos sempre será uma lombada a menos e merece, pelo menos por mim, ser comemorado. Se fiquei mais inteligente por isso? Rindo de mim mesmo respondo: “não”. Mas acredito que todo assunto possa ser discutido, exposto de maneira democrática e ao final, se cumprir ou se mudar a lei. Porém, se não conhecemos a lei e nem discutimos o assunto, a chance de mudar se torna nula. Lombadas as vezes são até simpáticas, vide aquelas na estrada empoeirada ou lamacenta da estrada da fazenda Santa Terezinha, são isoladas e lindas. Apenas existem!

Trilha Sonora / As Curvas da Estrada de Santos / Roberto Carlos

Autor: Geraldo Maia 62

Compartilhe esta notícia no
468 ad