LOUVEIRA: Coluna de João Batista- ‘Louveirando’

Eu aqui cheguei

‘Vejam essa maravilha de cenário…” De propósito eu plagiei ou citei, não sei bem, o querido e talentoso Martinho da Vila, para dar início aos escritos desta minha coluna, deste Louveirando especial para mim, pois como diz o título: “eu aqui cheguei”. O “aqui” se refere à ALLA – Academia Louveirense de Letras e Artes, o “cheguei” se refere a fazer parte, ser integrante de um grupo de pessoas que se dedicam às Letras e às Artes, em todas as sua formas, e o “Eu” se refere a mim, essa pessoa que se sente orgulhosa e agradecida por integrar tão seleto grupo. Seleto no sentido de dedicação, esforço, e talento para elevar o nome de LOUVEIRA a um nível de destaque no quesito cultura. Não confundir seleto com esnobe, por favor.


Quero, queria, tentarei citar a todos que hoje integram a ALLA, sem no entanto, me esquecer dos que já fizeram parte, mas por uma questão do verbo ‘citar” estar no presente, citarei de alguma forma os que hoje compõem o seleto grupo, e, me perdoem os que estão chegando, mas ainda não sei os seus nomes oficialmente, então, numa próxima oportunidade os citarei. Por agora tentarei compor um texto usando palavras dos autores da V Coletânea, seguindo a ordem em que foram publicadas no livro, por isso, não citarei o autor a cada frase ou oração por eles criados, mas quem tiver curiosidade, pode pegar o livro e tentar ver de onde saíram cada citação.


“Por fazer de uma lembrança um terno e doce acalanto, nas horas tristes da vida, só me restou a lembrança, muito tempo já se passou, muita água correu sob a ponte. Eu fico horas apreciando o cantar da passarada, novos vizinhos e muita convivência, sinto no ar um vento gelado, prenúncio de inverno. Sou a criatura perfeita do criador, quero os meus castelos de sonhos, pois esta vida é uma viagem e meus dias hoje são de paz, então conte comigo e tente, assim como eu, encontrar a beleza que está contida em ti. Nem dormindo, nem acordado, não deixe esse vaivém te atingir e com a esperança de transformar. Acha que acabou? No espelho ingrato e frio, quando deito na minha cama, começo a sonhar, a viajar na estrada encantada. Neste encantamento, o terminal era o local onde, mesmo com as mudanças, sentia e sinto o cheiro do entardecer. Vejo um gato, e este gato desfocado na paisagem é como um fio de ouro, nos momentos em que não estava entorpecido. Me cortou o coração de ver como você está, porque tudo depende do estado de espírito da gente, e eu sei que quando de manhã o sol aquece a pele do rosto, o sentimento é de liberdade e, a partir daí, a vontade de voar ameniza as nossas dores e harmoniza as nossas vaidades. Meu coração se acalanta e a vida nos ensina que sorrir é o melhor remédio, renovando sempre, trazendo as folhas e as ramarias.”


Gostei do texto, e o sentido está no que cada pessoa possa entender do que foi escrito, do que foi construído diante da exploração de cada mente que criou o original. Torço para que não haja nenhuma zanga com a liberdade que tomei, sem pedir licença, aos respectivos autores. A vida é assim, como ela é, e o amor está permeando cada palavra usada na composição do que eu escrevo com paixão. E eu, por agora, só trago a coragem e a cara, peço licença e quero entrar. Agradecido que sou e estou, digo obrigado a todos por me acolherem.


Trilha Sonora / Poema / Cazuza

Autor: Geraldo Maia 62

Compartilhe esta notícia no
468 ad