LOUVEIRA: Coluna de João Batista – ‘Louveirando’

“pé de quê mesmo?”

Então, mais uma vez sem ser a última e nem a penúltima, quiçá a primeira de uma outra visão sobre a nossa linda LOUVEIRA, avistei em minhas andanças, um pé de goiaba, portanto, uma goiabeira, sabe daquelas que ainda dão goiaba, digo isso, por perceber o quanto se mente em algumas esferas, e, seguindo este ritmo, logo vão dizer que a goiabeira não dá goiaba, e, o pior de tudo, muita gente vai acreditar. Afinal, acreditam até que a Terra seja plana, que legal se assim fosse, pois acompanharia o amadurecimento das goiabas mesmo que estivesse no Japão, coisa que aliás posso fazer pelos satélites que provam que a Terra é redonda. Ah se eu pudesse e meu dinheiro desse!

Bem, mas o mais importante é perceber que a goiabeira existe e que produz goiaba, e que há pessoas inteligentes, prestativas, com interesse em que as goiabas amadureçam para que alguns possam comer as deliciosas frutas. Observando bem, algumas foram deixadas sem ensacar para que os pássaros e outros bichos também tenham o seu quinhão. Por estarem em um local bem a vista da população, não me sinto culpado por falar deste assunto, no sentido de expor mais ainda este pé de goiaba. Em geral as goiabeiras “sem dono” da nossa LOUVEIRA, dão muitos frutos, mas a maioria destes frutos são devorados por não humanos, o que em geral, eu particularmente acho legal, por considerar que nós humanos já temos as nossas goiabas, as lindas e caras goiabas, nos mercados.

À primeira vista, parece que uma árvore foi enfeitada para o Natal, pela quantidade e variações de tamanhos e cores dos saquinhos nela pendurados, o que é desmentido ao observarmos com mais atenção, por se perceber que dentro destes saquinhos plásticos há frutas. Quando elas estiverem maduras e forem colhidas, espero que cada um desses saquinhos tenha o destino correto, ou seja, um local onde possam ser reciclados. Já que houve esta atitude de alguém, espero que os outros alguéns, também tenham uma atitude condizente com o que seja melhor para a nossa terra, o nosso solo tão produtivo. Nosso solo abençoado que, em algumas áreas estão tão degradados, em geral pela ação do homem.

Não existe nenhuma placa autorizando ou desautorizando as pessoas a pegaram as frutas, mas o bom senso que deve ditar as regras, espero que prevaleça e que nós sigamos o bom exemplo, o de ensacar as goiabas que frutificam por aí. Há tantos saquinhos de supermercado que poderiam ter essa utilidade e deixarem de entupir os nossos esgotos, não estou responsabilizando os saquinhos, com certeza. Eles ainda não andam sozinhos! Sim, há gente de todo tipo em todo lugar, eu sei, sabemos, mas os bons exemplos, e há muitos, geralmente silenciosos, deveriam servir de inspiração para muitos de nós. Dá gosto de ver, sempre quando ando por aí, esses pequenos grandes gestos espalhados, ora aqui, ora ali, trazendo em sua essência o melhor do ser humano. Se fizermos a nossa parte, outros seguirão, e um dia seremos a maioria, não nos esquecendo no futuro, que no passado seguimos o exemplo de alguém que fez a diferença em nossa caminhada.

Trilha Sonora / Refazenda / Gilberto Gil

Autor: Geraldo Maia 62

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