LOUVEIRA: Coluna de João Batista – ‘Louveirando’

Vou varrendo

LOUVEIRA sempre me dá bons motivos para observar o cotidiano, que muitas vezes, ou na maioria das vezes nos foge aos sentidos, pelo próprio sentido do cotidiano, do corriqueiro, mas isso não impede em nada o acontecimento dos fatos. Na Praça do Quebra – Santo Antonio – por exemplo, vi este rapaz, que nós chamamos de Gastão, não sei se é o nome próprio dele ou não, oferendo o seu tempo e exercendo o seu ofício, ou seja, mantendo a nossa cidade limpa. Aplaudi.

Sei que para exercer o seu ofício ele é remunerado, o que é justo. O que quero destacar na verdade, é a destreza com que ele trabalhava, num ir e vir alegre, quase compassado. Há várias maneiras de oferecer o tempo da gente e, há alguns que o fazem com alegria e outros o fazem com tristeza e, pior ainda, há os que o fazem com raiva, seja do patrão, do colega de trabalho ou do salário. Triste né! Gastão não, pelo que percebi, fazia de maneira suave e constante, exalando o estar de bem com a vida, naquele uniforme verde.

Sei que ele sempre morou na Vila do Sapo, bairro aqui entro do Quebra – Santo Antonio, juntamente com a sua família, aliás, numerosa família, cujos membros, sempre cruzamos por aí. Não sei se estudou ou não, se é concursado da Prefeitura de LOUVEIRA, ou ainda se é casado ou não. Sei pouco dele na verdade, mas o mais importante é a educação, com que ele sempre me tratou, há reciprocidade neste tratamento. Pelo que noto as pessoas educadas sempre cumprem o seu papel na sociedade de forma alegre, competente mesmo. Fotografei furtivamente para não quebrar o clima de espontaneidade e, não sei se ele lerá a coluna ou se ficará bravo por eu tê-lo fotografado, mas me arrisquei, me arriscarei. O sentido da fotografia e da coluna, neste caso, é de homenagear uma pessoa que sempre vejo, converso pouco, mas que muito presente na vida de LOUVEIRA e consequentemente na minha, ouso dizer, na nossa. Não sei também se é o sonho dele exercer este ofício ou um outro, mas me parece que mesmo que fosse um outro, este o agrada. Sinto isso na forma com que ele o exerce.

Já que trabalhar para a maioria é uma obrigação, seja pelo motivo que for, então os que trabalham de mau humor, com o olho no relógio a toda hora, com raiva do colega que não jogou o lixinho, que não lavou os copos, que ele mesmo produziu ou sujou, poderia mirar-se no exemplo do Gastão e ser um funcionário melhor, de melhor lida. O tempo vai passar, é um novo ciclo que se inicia com uma nova administração que eu particularmente torço por ela, para que trabalhemos juntos por uma causa maior que é o bem estar da nossa querida cidade, e consequentemente, minha e do Gastão. Um abraço Gastão.

Trilha Sonora / Eu só peço a Deus / Bete Carvalho e Mercedes Sosa

Autor: Geraldo Maia 62

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