LOUVEIRA: Coluna de João Batista – ‘Louveirando’

Por que parou? Parou por quê?

Aquele caminhão me chamou a atenção pela carga que carregava, uma carga amassada, prensada e com destino certo, pelo que conheço de LOUVEIRA. Com certeza iria para algum local apropriado onde se recicla materiais, que antes, num tempo mais antigo, eram despejados na natureza, em qualquer lugar. Neste sentido crescemos como seres humanos, embora haja muito ainda a ser feito nesse sentido. O motorista estacionou adequadamente e desceu com o filho, um menino de uns dez anos aproximadamente e, de mãos dadas, foram buscar alimento para o corpo, pois a meu ver, espiritualmente eles estavam bem alimentados. Pai e filho de mãos dadas sempre é um bom sinal.

Aqui, na nossa cidade há alguns locais que reciclam matérias, e também há um serviço nota dez da Prefeitura nesse sentido, recolhendo toda semana o lixo reciclável. Ainda, pelo que leio, estamos engatinhando no quesito de separação dos materiais chamados de lixo, ainda misturamos tudo na maioria das vezes; quando o correto seria separar o que pode ser reaproveitado para ser usado novamente na produção industrial, do que viraria adubo, por exemplo. Mas é sempre bom começar uma tarefa de tanta utilidade, desde a utilidade monetária, empregatícia, até a conservação do meio ambiente, todas importantíssimas, mas a conservação do meio ambiente merece um destaque a mais.
Pensei com os meus botões de onde e de quem cada item ali condensado teria vindo. Se cada uma das pessoas que em algum momento foi a dona daquilo, teria ou não curiosidade de saber para onde levariam aquele material, que ora ficaria esperando ali, ao sol, num dia bem frio, até que o motorista e o filho almoçassem.

Também pensei se no restaurante em que eles almoçaram, as pessoas que ali trabalham, teriam uma preocupação com o lixo que produzem, ou mesmo se o pai, ensinaria o filho a reciclar o material que eles próprios produziriam em suas casas. Fiz uma reflexão, e mesmo eu, não sou o melhor exemplo na separação dos materiais, os que compõem o lixo da minha casa. Nossa, como produzimos lixo.
No meu caso levo a vantagem, pelo menos no meu entender, de poder jogar o lixo orgânico nas plantas, um tipo de compostagem doméstica, realizado claro dentro do rigor do aproveitamento das sobras. Minhas plantas sempre estão viçosas, tenho isso por álibi. As minhocas também agradecem, ao serem vistas de vez em quando abro uma cova para mais uma planta, tudo com o maior cuidado para não machucá-las. Mesmo assim, as vezes machuco-as. Tenho pena! Bem, mas o mais importante de tudo, é a conservação do meio ambiente, meio este no qual vivemos e, uma boa qualidade de vida pode justamente começar quando nos atemos para fazer, pelo menos, o mínimo no sentido de conservação do local onde se vive, vivemos. Então posso dizer que o “paro porque”, é uma forma de protagonizar em nós a necessidade de se pensar melhor quanto à produção de mais materiais. E mesmo assim se os produzirmos, quizá, que sejam recicláveis.

Trilha Sonora / Lixo no Lixo / Falamansa

Autor: Geraldo Maia 62

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