LOUVEIRA: Coluna de João Batista – ‘Louveirando’

Se essa rua fosse minha…

Aparentemente sem motivos ando por aí, pelas ruas de LOUVEIRA, mas aí penso, como aprendi com a minha avó Vicência lá de EXTREMA – MG – mãe de minha mãe, me lembrando de ambas in memoriam –que em todo andar há um propósito, se não percebido na hora, com certeza, será percebido um dia quando menos esperarmos, pois,a nossa memória retém o que é importante para que seja aproveitado em algum tempo. Comigo acontece com frequência. Mas o que essa introdução tem a ver com o meulouveirar? Na verdade, tem tudo a ver, pois é quando estamos em algum lugar que amamos que o nosso coração se desperta para tudo ao redor.

Antes de chegar a esta rua, estava eu a pensar nas lombadas que existem em nossa cidade, que é uma das poucas coisas que não gosto em LOUVEIRA, me refiro explicitamente às lombadas. Não gosto por ser, a meu ver, uma prova da nossa falta de educação no trânsito, pois se seguíssemos as normas, não precisaríamos de lombadas. Reconheço que sejam necessárias, devido à nossa indisciplina, pois sem elas as chances de cometermos mais acidentes no trânsito, acredito eu, seria infinitamente maior. Alta velocidade é uma fixação em muitos motoristas aqui de LOUVEIRA e em todo o território nacional.

Esta rua denominada Antonio Schiamanna me acalma, acolhe e aquieta minh’alma, não sei bem se por causa da Igreja de São Sebastião, da Praça quase sempre vazia, se por causa dos pastéis do Mineiro, do Cantinho do Pastel, das delícias do Balaio´s, do Posto de Saúde, onde muitas pessoas são acolhidas ou por causa do prédio da Prefeitura velha que antes fora um Colégio e agora é um Fórum, para citar alguns lugares que me vieram de estalo à memória. Posso afirmar que é uma rua muito simpática, que abraça a mim e a todos com carinho. quando por ela caminhamos. Aqui vai um exercício para cada um: “Quem foi Antonio Schiamanna?”

Minha rua preferida em toda a cidade, é a rua em que moro, que fica no Bairro do Quebra – Santo Antonio – distante desta que destaco. Isso não impede que em um outro dia quando eu estiver andando por outra rua, eu também a admire, atribuindo a ela a importância que ela merece, tratando-a como deve ser tratada uma artéria que executa a função exata de conduzir vida ao corpo todo, neste caso, vida à nossa LOUVEIRA. Tenho certeza de que cada pessoa tem a sua rua preferida, a sua rua do coração, cujas características, tocam e fazem pulsar cada coração amoroso que por essa rua passe. “Se essa rua, se essa rua fosse minha…” Canta coração!De autoria desconhecida, a cantiga popular “Se essa rua fosse minha” foi escrita em homenagem à princesa brasileira Isabel, segundo apurei.

Trilha Sonora / Se Essa Rua Fosse Minha / Maria Bethânia

Autor: Geraldo Maia 62

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