LOUVEIRA: Coluna de João Batista – ‘Louveirando’

Vá, mas volte!

Estou a sete passos… do paraíso… opa, quero dizer, a sete passos do Principado de VINHEDO, uma das quatro cidades que fazem limite com a nossa querida LOUVEIRA, as outras três são: ITATIBAITUPEVA JUNDIAI. Todas as cidades da região, são consideradas muito boas cidades, mas o coração bate mais forte quando falo desta minha cidade. Esta foto desta placa de divisa de municípios foi tirada na tarde de sexta-feira, num dia com várias nuvens no céu, mas já com uma borrifada de vento sul, o que segundo a minha avó paterna, Dona Benedita, indicava que não choveria. Vou conferir!

Mas qual a importância dessas placas? Elas realmente estarão no limite dos municípios? Será que foram colocadas onde realmente deveriam? Se eu um dia mudá-las alguns metros, alguém irá perceber? Será que há uma fiscalização eficiente em relação a essas placas? Será que serei preso se mudar essas placas de lugar, ou serei multado? Bem, coloco no plural, pois pelo que percebo sempre há uma delas nos limites dos municípios pelos quais trafego. Gosto delas por sempre me darem uma sensação de ter quebrado uma barreira, e mais ainda, de ter deixado algo para trás, mas que ao voltar, o que ficará para trás será o inverso do que deixei na ida, se eu voltar pela mesma estrada, claro.

E você, nota as placas? Anota as placas? Fotografa? Houve alguma que te marcou mais? O importante na verdade é ter a liberdade de passar por elas, de voltar se for o caso e, quase a maioria das vezes a gente volta, o que em mim pelo menos, proporciona um grande alívio, pois estou voltando para LOUVEIRA. Que sensação boa, a de ter um lar para retornar. Dou sempre graças a Deus na ida e na volta, faço a minha prece e pé na tábua. 

Neste ano novo, se for da sua vontade, torço para que você encontre e cruze muitas placas pelo seu caminho, e que após ultrapassar cada uma delasvocê encontre um abraço amigo e também abrace os que estarão do outro lado desta delimitação. Que você não cante apenas “eu prefiro as curvas, da estrada de SANTOS…” …mas se cantar, ótimo. Acredito que muitos não conheçam esse “verso’ cantado lindamente pelo Roberto Carlos, mas tá valendo. Seja como for, as placas estarão ali ainda por um longo período e, num futuro, não sei se próximo ou não, elas serão substituídas por algo eletrônico, assim como as abomináveis lombadas que em muitos lugares já foram.

Cabe a você, meu querido leitor, decidir o que cada placa significa para você, o que um texto escrito significa para você. Se você entende o que está escrito nas placas ou o que está escrito no texto. A meu ver, o que está escrito nas placas é muito mais fácil de entender, pois é muito mais objetivo, sendo que no texto pode haver muita subjetividade ou não, mas mesmo assim, a intenção de quem escreve, é sempre ser entendido. Por outro lado, a subjetividade é maravilhosa, pois permite a cada um interpretar o que está escrito de acordo com a sua vivência, experiência, boa vontade, sua formação… mentira, o mais importante é você saber ler e se não souber ou não tiver condições de ler, pedir a alguém que te ensine ler, ou que leia para você.

Trilha Sonora / As Curvas da Estrada de Santos / Roberto Carlos

Autor: Geraldo Maia 62

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