LOUVEIRA: Coluna de João Batista – ‘Louveirando’

Janelas abertas…
“Da janela lateral do quarto de dormir…” eita, Beto Guedes cantando… São versos de uma música muito bonita composta por Lô Borges e Fernando Brant, que sempre ouço em diferentes vozes, mas para mim a melhor gravação é do Beto Guedes. Essa música me faz pensar o que cada pessoa aqui em LOUVEIRA, que tenha uma janela lateral no quarto de dormir pensa, ou se não pensa nada e nem percebe a janela. Acho difícil nesses dias de calor não perceber uma janela, ainda mais se esta janela proporcionar uma vista alegre, com muito verde, frutas, flores, gatos, lagartixas e pássaros. Que mistura hein? 

Existem janelas de diferentes tamanhos, formas, cores e também as janelas que imaginamos, aquelas dos nossos sonhos que quando abertas, nos proporcionam uma abertura da mente para o mundo exterior, ou se fechadas, uma solidão própria dos que de alguma forma não querem ver o mundo exterior. Gosto muito das casas antigas aqui de LOUVEIRA, principalmente aquelas cujas janelas são azuis e as paredes brancas. Mas também aprecio muito algumas casas aqui do bairro ou mesmo em LOUVEIRA (centro), cujas construções datam de muitos anos atrás. Como são lindas! Sempre as observo com carinho e com admiração. Conservemos!

Mas voltando às janelas, eu particularmente gostaria, me sentiria feliz mesmo, se todas as pessoas aqui da nossa cidade tivessem uma moradia agradável, com janelas esplendorosas, com vista para paisagens aconchegantes aos olhos. Não falo aqui de luxo, mas sim de conforto que, a meu ver é inerente a cada um achar ou designar o que seja conforto para si próprio. Citarei minha vó Benedita novamente que dizia, “onde você deitar e dormir bem, ali estará o seu local de conforto” e embora, muitos possam discordar, eu sempre concordei com ela. Pois se deitamos e dormimos diante de uma situação de normalidade, então, estaremos confortáveis e acordaremos descansados.

Outras canções, agora do também genial Chico Buarque, dizem “A moça feia debruçou na janela. Pensando que a banda tocava pra ela” (A Banda) e  “O tempo passou na janela. Só Carolina não viu.”(Carolina). Com música ou sem música a vida segue dando oportunidade a cada um de se debruçar na janela e ver ou não o tempo passar. Por isso considero importante todo dia ao acordar e abrir a janela, agradecer a Deus, em primeiro lugar por enxergarmos e termos saúde, bem como termos um lar, um teto onde nos abrigamos. 

Eu que fui a muitos hospitais, agora mudando de assunto, sempre observei o quanto as janelas trazem ou traduzem vida, falo agora do Hospital aqui de LOUVEIRA, onde sendo paciente algumas vezes e acompanhante em outras, era através das janelas que os olhares buscavam com mais afinco o alentotão necessário para que aquelas horas ou dias transcorressem mais felizes ou menos tristes. Sim, deixemos as janelas abertas!

Trilha Sonora / Janelas Abertas nº 2 / Chico Buarque

Autor: Geraldo Maia 62

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