LOUVEIRA: Empresa contratada pela Administração Júnior causa prejuízos ao comércio local

Mais uma empresa contratada sem o devido cuidado pela Prefeitura de LOUVEIRA está dando prejuízos ao comércio local por causa do não pagamento aos comerciantes que atenderam o cartão Ecopag, vencedor do ‘pregão público’ que escolheu quem utilizaria o cartão de crédito de R$ 220 para compras realizadas pelos servidores municipais em estabelecimentos comerciais da cidade que possuíam a máquina de crédito utilizada pelo cartão Ecopag.
CARTÃO SEM CRÉDITO
Porém, as altas taxas de administração, prazos muito longos para receber e complicações na hora do recebimento foram os principais problemas apontados pelos comerciantes que, aos poucos foram deixando de aceitar o cartão da Ecopag e assim causando indisposição também aos funcionários públicos da Prefeitura. Como para efetivar o pagamento pela empresa é necessário um terminal específico, assim que venceu a licitação a administradora saiu ‘caçando’ estabelecimentos que topassem instalar o mecanismo. Alguns mercados, lojas e padarias da cidade aceitaram, mas em menos de três meses começaram a rejeitar o cartão da empresa contratada pela Prefeitura, em 2014.
As queixas dos comerciantes se somaram às dos funcionários usuários do cartão que ligaram para a redação da FOLHA NOTÍCIAS dizendo que o número de estabelecimentos que aceitavam o cartão estava diminuindo rapidamente. Então a reportagem da FOLHA esteve em vários comércios que deixaram de usar a máquina do cartão Ecopag e as justificativas se concentraram nas taxas altas, em torno de 7%, e no prazo de 45 dias para receber o valor da venda. Na época, o proprietário de um açougue do bairro Santo Antônio, admitiu ter tido prejuízo com o cartão Ecopag. “Esse cartão fez muita gente quebrar. Quem precisava receber seu dinheiro antes dos 45 dias tinha que fazer um pedido e esperar três dias para ver se a Ecopag aprovava”. O problema do atraso e da falta de pagamentos tomou proporções graves no decorrer de 2014 e 2015, uma vez que grande parte do comércio louveirense deixou de receber o cartão Ecopag e os funcionários públicos ficaram sem opção para gastar a pequena quantia fornecida pelo Poder Executivo.
Parece que mais uma vez a Administração Júnior Finamore contratou mal, como tem feito ultimamente. O prejuízo dado pela Ecopag é tamanho que só a um grande supermercado local a empresa deve R$ 586 mil. A outro fornecedor, deve em torno de R$ 120 mil. Segundo as queixas apuradas, grandes e pequenos comerciantes louveirenses foram lesados por essa empresa. Contatada, a Prefeitura garante não ter dívidas com a empresa, porém, a Ecopega alega falta de pagamento pelo prefeito e garante que só vai poder pagar aos fornecedores caso a Administração Junior Finamore honre os compromissos assumidos.

NOVA EMPRESA, MESMOS PREJUÍZOS
Diante de tanta pressão da parte dos funcionários públicos e dos comerciantes de LOUVEIRA, a Prefeitura resolveu abrir novo certame para contratar outra empresa. Desta vez a vencedora foi a Verocheque, empresa de grande porte, mas com um diferencial que não agradou a maioria dos comerciantes locais. É que com a Ecopag, as compras com o cartão de crédito eram realizadas apenas no comércio local, e a Verocheque permite comprar em qualquer cidade que possua estabelecimentos comerciais conveniados com a mesma.
“Com a Verocheque os funcionários públicos podem fazer compras em estabelecimentos fora do comércio local. Isso é bom, mas o princípio disso tudo era também ajudar o comércio de LOUVEIRA, fazer com que o dinheiro fique no município e gere riquezas aqui. Estamos sofrendo uma queda nas vendas de mais de 50% com relação ao pessoal da Prefeitura que compra aqui no mercado”, revela Milton Bassi, diretor de um supermercado no Centro da cidade. “Quanto aos débitos da Ecopag, estamos acionando a empresa para ver como e quando vai fazer o pagamento. Talvez saia em fevereiro…”, espera.
PROTEGER O COMÉRCIO LOCAL
Para o sócio de um grande estabelecimento situado no Centro de LOUVEIRA, que preferiu não se identificar temendo represálias, a Ecopag está devendo três meses, sendo novembro, dezembro e janeiro deste ano. “Mas com a liberação para compras em outras cidades, praticada pela nova empresa, a Verocheque, em alguns comércios as vendas para o pessoal da Prefeitura caíram em torno de 70%. Não houve um processo de discussão entre os comerciantes e a Prefeitura de LOUVEIRA sobre essa medida. Inclusive sei que em Itatiba, o município criou uma lei impedindo que as compras com o cartão Verocheque fossem realizadas fora do comércio local. Em Jundiaí também foi tomada a mesma medida de proteção ao comércio local. Outra coisa que nós comerciantes não estamos entendendo é que a Varocheque em LOUVEIRA pratica uma taxa de 6% a 7%, enquanto em algumas cidades a taxa não chega a 3%. Vai ser impraticável manter este convênio de novo”, reclamou o comerciante.
Segundo o empresário, a Prefeitura de LOUVEIRA poderia dialogar com todos os comerciantes. “Porque o prejuízo com essa nova empresa que libera compras em outras cidades também está sendo muito grande, o que vai desestimular o comércio louveirense a fornecer seus produtos aos funcionários públicos, já que o volume de compras diminuiu bastante, além das taxas altas praticadas também pela Verocheque. O prefeito poderia fazer um decreto só para comprar no comércio de LOUVEIRA”, constata.
















