LOUVEIRA: Finamore dá ordem de despejo para seis famílias em plena época de Natal

Despejo Abadia_Crédito Gegeu Maia (16)

O governo de Júnior Finamore parece mesmo ter perdido o bom senso. Em plena véspera do Natal e de Ano Novo, o prefeito de LOUVEIRA mandou despejar seis famílias que residem no bairro da Abadia, para que suas casas sejam demolidas, supostamente por se encontrarem em Área de Proteção Permanente (APP) com possível presença de manancial.
ESCRITURA
Acontece que as famílias residentes compraram as terras e apresentaram escritura, portanto, não se trata de invasão. O local, que é muito belo, e fica no alto de um morro cercado por vinhedos produtivos, também não é loteamento. As casas são bem separadas umas das outras, havendo moradores na parte baixa da frente e de trás, no meio e na área mais alta da elevação que fica muito distante do córrego Fetá, o mesmo que o prefeito queria destruir para implantar um Corredor Logístico, conforme ficou constatado no Plano Diretor criado pela Prefeitura e que também foi alvo de Ação Civil Pública por parte do Ministério Público, assim impedindo o desastre que afetaria a atual e as futuras gerações de LOUVEIRA.
PRAZO MÍNIMO
São cerca de 30 pessoas, entre homens adultos, mulheres, adolescentes, crianças, inclusive uma mulher grávida e uma mãe de seis filhos, uma idosa que faz hemodiálise, pessoas que juntaram suas economias para comprar as terras, construírem suas casas, embora modestas, mas de extrema serventia. E agora, a Prefeitura, sem nunca ter avisado nada, agindo silenciosamente contra os moradores, deu apenas quinze dias para que todos saiam de seus lares, com prazo até o dia 7 de janeiro para que as casas sejam derrubadas, pelos tratores da Prefeitura de LOUVEIRA.
RESSARCIMENTO ARBITRÁRIO
Diante de tanta agressividade, as famílias ameaçadas procuraram mais uma vez a FOLHA NOTÍCIAS para registrar o absurdo da situação em que trabalhadores que pagam em dia seus impostos, cumprem com suas obrigações para com o governo e a sociedade, são ameaçados de despejo com ordens para abandonar suas residências sem ter para onde ir e nem como pagar tais despesas, porque o dinheiro que a Prefeitura depositou para ressarcir todas as famílias pela tomada das terras e a destruição das casas está em torno de R$ 500 mil, quando um só dos terrenos custou a ‘bagatela’ de R$ 950 mil.
INFARTO
A FOLHA ouviu os moradores e fotografou as casas no momento em que chegava o carro da Prefeitura que levaria a idosa para fazer hemodiálise. “E por causa dessa tensão toda, implantada por Júnior Finamore sobre nossas vidas, a minha mãe, já idosa sofreu infarto na semana passada, e por milagre conseguiu se recuperar. Mas é claro que uma situação de ameaça como essa só contribui para piorar o seu estado de saúde. E nada disso é levado em consideração pelo prefeito de LOUVEIRA”, desabafou Leandra Nascimento, uma das vítimas do despejo.
Mas este não é o primeiro, e nem será o último caso de despejo de famílias no bairro Abadia, e também do bairro Santo Antônio. Desde 2013, a atual Administração iniciou um grande processo de derrubada de casas, despejos e desapropriações de forma intimidadora e violenta, sem respeitar o amor ao próximo, ou mesmo orientar as famílias que estariam em áreas supostamente irregulares. Desapropriações, como o caso da Cerâmica Júpiter, destruição de residências de supostos desafetos políticos são exemplos de como o prefeito Junior Finamore administra a cidade.
Agora, as famílias do bairro Abadia estão lutando na Justiça para garantir o direito de ficar em suas terras. “Estamos fiéis que vamos reverter esse descaso do prefeito e se tiver que ficarmos em frente as máquinas da Prefeitura, que eles tenham coragem de passar por cima da gente, dessas famílias, de nossos filhos e nossos lares”, afirmou Leandra junto aos demais moradores, que pretendem passar muitas festas natalinas nas terras em que eles escolheram para viver e morrer. Como se tratava de ser véspera de feriado, e pelo adiantamento da edição de Natal da FOLHA, a equipe de redação não conseguiu contato com a assessoria do prefeito Junior Finamore para ouvir seu lado sobre o caso, já que a Prefeitura encontrava-se fechada para as festas de fim de ano. Mesmo assim o espaço fica aberto para tais explicações, se há alguma explicação sobre o caso.

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