LOUVEIRA: Junior escapa de um processo, mas continua cassado

Um dos processos de cassação do atual prefeito de LOUVEIRA, Junior Finamore, foi decidido pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral), nesta quinta-feira (22). Atualmente, tanto Junior quanto à vice Neusa Orestes, continuam no poder graças a uma brecha na Lei Eleitoral que possibilita que ambos continuem recorrendo das condenações, ainda no exercício do cargo. O julgamento de hoje refere-se ao primeiro processo de cassação, pois a chapa eleitoral ‘Junior Finamore e Neusa Orestes – 14’ – enfrentam outra ação similar na Justiça, e ainda oito pedidos de expulsão dos cargos que estão sendo analisados.

O PRIMEIRO PROCESSO
Em dezembro de 2016, o juiz eleitoral da Comarca de VINHEDO (que abrange LOUVEIRA), Juan Paulo Haye Biazevic, cassou Junior e Neusa, por processo movido pela ‘Coligação Muda Louveira’, de Julliano Gasparini. A Justiça reconheceu o abuso de poder econômico, onde Junior foi reeleito utilizando, em tese, o dinheiro que dispõe como prefeito. Ano passado Junior soltou uma revista por toda a cidade, iludindo o louveirense. Junior recorreu da decisão e este processo foi elevado para em São Paulo, em Segunda Instância da Justiça Eleitoral, o TRE. Neste caso, no julgamento de hoje, a Justiça entendeu que houve abuso sim, mas não o suficiente para afastar Finamore do cargo imediatamente. A Coligação Muda Louveira disse a reportagem da FOLHA que vai apresentar recurso, e levará o processo para Brasília.

O SEGUNDO PROCESSO
Já este ano, a ‘Coligação Louveira Pode Muito Mais’, de Estanislau Steck, também processou Junior Finamore e Neusa Orestes, levando para a Justiça o caso da inauguração da falsa UTI da Santa Casa de LOUVEIRA, como outros fatos que alegam ser de total abuso de poder econômico. Neste processo o juiz também condenou Junior e Neusa a estarem inelegíveis por 8 anos, e ainda cassou seus diplomas, de prefeito e vice.

PRÓXIMOS PASSOS
Os nomes de Junior Finamore e Neusa Orestes ainda continuam nos Tribunais da Justiça. São processos eleitorais, acusação de não cumprir medidas judiciais, contratos irregulares e diversos outros temas. Na questão eleitoral, a cidade continua com a situação indefinida, podendo ter novas eleições nos próximos meses.

 

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