LOUVEIRA: Louveirense morre com suspeita de febre maculosa
A FOLHA NOTÍCIAS recebeu uma denúncia da louveirense Adélia Borges, acerca da morte de seu marido, Juarez Marques Ferreira, que faleceu de forma fulminante depois que trabalhou em uma empresa próxima a uma grande área na Rua Maestro Isidoro Scarance, situada no Bairro Santo Antônio.
Segundo relato da viúva, o seu companheiro saiu de férias da empresa de capacetes em que trabalhava em LOUVEIRA, e neste período não quis ficar parado, indo atrás de uma fonte de renda alternativa. “Ele prestou serviço numa firma de mudas de plantas por uma semana, no Bairro Santo Antônio, e por uma semana no outro local vizinho à Rodovia Bandeirantes e que pertence ao mesmo dono. Durante essas duas semanas em que trabalhou nesses locais ele não sentiu algum mal. Mas, na sexta-feira (16 de novembro), o Juarez apresentou dor de cabeça e eu levei ao PA onde tomou soro e voltou para casa. No sábado, 17, à noite, ele continuou com as dores e levei ao PA e tiraram um eletrocardiograma, e fizeram exame de sangue. Aí o médico, Dr. José Preteroto, disse que era problema nos rins e deu alta”, contou.
FULMINANTE
Mas a situação se agravou no domingo (18), e às 19h, ele passou mal com falta de ar, suava muito e apresentava bastante cansaço. “Levei então para a Santa Casa, eles pediram exames, mas quando os exames ficaram prontos ele já tinha falecido às 3h30 da segunda-feira, dia 19. Foi fulminante. Os exames deram sangue coagulado porque uma bactéria tinha contaminado o sangue dele. Disseram na Santa Casa que foi choque séptico, infecção generalizada, mas não foi confirmado se foi mesmo a febre maculosa”, revela a viúva Adélia.
FEBRE NO SANGUE
Dona Adélia disse que a Vigilância Sanitária esteve em sua casa para avisar que novos exames seriam feitos em Campinas, porque até agora nada indica que foi febre maculosa. Houve uma varredura na área onde Juarez trabalhou, próximo à Delegacia e ao Campo do Ceil Bairro, onde fica a área suspeita, para encontrar vestígios do carrapato estrela, provável transmissor da doença, porém, sem resultado positivo. “O pessoal da Vigilância me disse que assim que os exames estiverem prontos eles virão me trazer. Consegui pegar a ficha médica dele com ordem do Justiça. Ele não teve febre, mas disseram que ocorre por dentro, no sangue, no caso de febre maculosa”.
VIGILÂNCIA SANITÁRIA
A FOLHA NOTÍCIAS esteve conversando com o Coordenador César, da Vigilância Sanitária de LOUVEIRA, que confirmou a solicitação de novos exames em Campinas e em São Paulo para confirmar se foi mesmo a febre maculosa. “Queremos tranquilizar a população porque se trata de um caso isolado, que ainda não foi confirmado. E reiteramos que a população deve evitar locais com possibilidade de encontrar o carrapato estrela que transmite a doença. Ao passar por locais de mato alto cobrir bem as pernas com botas altas sob a calça. Mas assim que os exames ficarem prontos divulgaremos o resultado de modo que as providências cabíveis sejam tomadas”, garante o coordenador César.
DESPESAS COM FUNERAL
Agora, Dona Adélia luta para que a empresa em que o finado trabalhava pague o que é devido para as despesas com o funeral que custou mais de R$ 2 mil. “Procurei o Ministério Público para tentar resolver esse problema, porque a empresa não reconhece eu dependia dele, embora não fossem casados oficialmente no papel, pois não tínhamos dinheiro para os papéis. Estou numa situação triste, pois perdi meu companheiro, e também quero respostas e uma satisfação do Poder Público sobre tudo que aconteceu”, afirmou a viúva, ainda desolada com o fato.

















