LOUVEIRA: Marquinhos denuncia os ‘esquemas’ dos contratos no Transporte Escolar

A sessão de terça-feira, 6, realizada Câmara Municipal de LOUVEIRA continuou com o bate-boca desgastante entre o atual presidente da Casa de Leis, Marquinhos do Leite (PTB), e o ex-presidente, vereador Nilson Cruz (PSD), ainda sobre a questão do transporte público para estudantes do município, que saiu das mãos da empresa Rápido Luxo e da Coopertrans, passando, através de um polêmico e controverso edital, que envolve dois vereadores e um ex candidato a prefeito. Marquinhos recebeu denúncia protocolada no Ministério Público (MP) e na Polícia Federal que expõe um suposto esquema envolvendo os vereadores Nilson, Rodrigão e o candidato a prefeito Paulinho Souza. O presidente, desde então, vem revelando a cada sessão do Legislativo um pouco de ‘verdades’ das empresas que pertencem a aliados políticos do prefeito de LOUVEIRA, Júnior Finamore (PTB), que também é alvo de denúncias na Justiça.
MÁFIA?
Marquinhos do Leite acusa os vereadores Nilson Cruz e Rodrigão (PSD) de participarem de uma espécie de ‘máfia’ dos transportes públicos, já que as empresas vencedoras são de apoiadores do prefeito Finamore. “Tem um ex-candidato a prefeito que só saiu candidato para atrapalhar a vida dos adversários do prefeito e não para ganhar a eleição, e agora está comprovado. E hoje é um dos ganhadores da licitação dos transportes, além dos dois vereadores, um deles ganhou um contrato de R$ 4 milhões por ano perfazendo um total de 12 milhões em três anos”, denunciou Marquinhos do Leite.
MOTORISTA?
E continuou seu discurso: “Mas o vereador Nilson fala que não é dono de uma das empresas que ganharam o edital, sim seus sobrinhos, que são seus parentes diretos. Aliás, os irmãos do vereador trabalham lá. Mas a cidade sabe que os sobrinhos não tinham capacidade financeira para colocar a empresa no patamar em que se encontra. Na verdade, o vereador Nilson Cruz aparece como motorista da empresa na procuração que tem em mãos, e pior, representou a empresa no dia da licitação do transporte na Prefeitura. E não é surpresa que o seu endereço residencial Nilson, na Rua João Verardo, 340, é o mesmo da empresa. Isso não é esquema?”. E questionou o vereador Rodrigão. “Vereador, na sua época de sócio, quem era o dono? Prefere não responder, né? Mas para um bom entendedor, o silêncio já fala tudo”, disparou Marquinhos, sendo aplaudido pela população.
PERITO
Por outro lado o vereador Nilson Cruz acusa Marquinhos do Leite de ter contratado um perito para trabalhar na ‘CEI das Desapropriações’ por R$ 138 mil reais, durante o recesso. “Foi na calada da noite, esses 138 mil reais para um perito, é um absurdo, não pense que o Ministério Público vai ficar sem saber porque eu mesmo vou levar a denúncia”, garante. Mesmo assim, Nilson foi acusado de, em tese, arquivar as investigações em troca do contrato do transporte com a Prefeitura.
CADEIA
Marquinhos do Leite rebateu dizendo que quem contratou não foi ele. “Foi o setor administrativo da Câmara que contratou, através do parecer de sua assessoria jurídica. O perito foi contratado por seu pedido, pois você Nilson, como presidente da CEI das Desapropriações, queria um perito, mas só para enrolar, pois sabia que ia demorar com a burocracia. Aí fez os acordos, e ‘matou’ a CEI. Nunca vi uma CEI que não ouviu ninguém. Você não trouxe um só empresário para depor, não realizou uma só oitiva. Eu só quis agilizar a CEI para dar chances ao vereador de ver o lado da população. Quem vai entregar o pagamento do perito é você, vereador Nilson, que foi o presidente. Se estiver algo errado com o perito, ele vai pra cadeia junto com você que foi o presidente da CEI. Não é só o MP que investiga o caso. A Polícia Federal vai entrar nas investigações. E eu tenho a foto do vereador Nilson participando da licitação lá na Prefeitura e vou por aqui no telão. Na próxima sessão vou mostrar”, rasgou o verbo Marquinhos do Leite.
EX-SÓCIO
Por seu turno, o vereador Rodrigão garante que não é mais sócio da empresa do seu colega Nilson Cruz e nem de outra, a qual um ex funcionário dele, comprou. “Tenho todos os documentos para comprovar que estou fora da Auto Viação Agile (AVA). O jornalista que colocou isso na internet precisa desmentir”, afirmou.

















