LOUVEIRA: Pâmela Mango na CEI da Santa Casa: “Não sei nada dessa obra”

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) instalada pela Câmara Municipal de LOUVEIRA para investigar possíveis irregularidades no processo de construção do prédio Anexo da Santa Casa está chegando ao fim, mas parece que muito pouco foi obtido nas audiências até o momento, muito em face do quase total desconhecimento dos convidados a depor sobre as obras sob suspeição. No depoimento da ex-secretária Municipal de Saúde, Pâmela Mango, realizado na última terça-feira, 22, às 10h, na sala de reuniões da Câmara, a costumeira desinformação de dirigentes e funcionários sobre o que se passava no âmbito da Administração anterior e no da atual, prevaleceu mais uma vez.
INTERVENTORIA
Questionada sobre os problemas verificados na obra do Anexo, a ex-secretária afirmou que a Santa Casa sob intervenção respondia diretamente ao prefeito através da interventoria. “Eu pessoalmente tive pouca participação no andamento da obra porque era uma atribuição da interventora da Santa Casa. Tinha auditor, tinha uma equipe fiscalizando, tinha a Secretaria de Obras. Portanto, a Secretaria de Saúde não tinha muito a ver com a obra”, reitera a ex-secretária Pâmela.
Em determinado momento, a conversa da ex-secretária com os vereadores da CEI descambou para os assuntos administrativos da Santa Casa e da Secretaria Municipal de Saúde de LOUVEIRA, como o pedido de exoneração de inúmeros médicos, o que exigiu a realização de um concurso no começo de 2014, que de pouco adiantou haja vista a impossibilidade de encontrar profissionais médicos para contratar.
TUDO PARALISADO
Sobre o prédio do Anexo (ou Nova Santa Casa, que custou R$ 10 milhões), a ex-secretária disse que durante a sua gestão foi verificado que as obras tinham algumas irregularidades, a exemplo de divergências entre o projeto e o que estava sendo construído. “Mas como falei, tive pouca participação nas questões referentes à obra da Santa Casa, afinal o hospital estava ainda sob intervenção. O que sei é que no momento em que a construtora MHS entrou com um processo judicial, tudo foi paralisado”, admite.
PREFEITO É ESPERADO
O encerramento da CEI deverá acontecer logo após o depoimento do prefeito Júnior Finamore, o que está sendo cercado de muita expectativa, pois se espera que ele possa explicar porque ficou todo esse tempo, quase três anos do seu mandato, sem fazer algo efetivamente para que a população pudesse usufruir da ampliação da Santa Casa, evitando perdas preciosas de vidas, como acontece pelo simples fato de LOUVEIRA não possuir uma UTI, e a Santa Casa não ter instalado ainda o Conselho Gestor que, por lei, é quem faz a fiscalização dos recursos enviados à Santa Casa, cerca de R$ 2,4 milhões por mês, além do que é solicitado como verba complementar pelo Executivo Municipal, recursos sobre os quais não é exercido nenhum sistema de controle.

















