LOUVEIRA: Prefeitura diz que não vai haver desapropriação em massa na Abadia

LOU_Reunião moradores Abadia Cred. JCAT (54)

Com relação à denúncia da moradora Leandra Nascimento sobre as violência e a truculência da Prefeitura na tentativa de despejá-la de sua casa por ter sido o imóvel e o terreno supostamente desapropriados, a Prefeitura de LOUVEIRA enviou uma nota através de sua assessoria de imprensa na qual alega que “desapropriou a área em questão por utilidade pública, com a finalidade de salvaguardar e recuperar o meio ambiente em área de manancial e preservando o abastecimento de água da cidade. Deste modo, a Prefeitura beneficia toda a população de LOUVEIRA, que depende dos recursos hídricos da bacia do córrego Fetá.”
“No terreno”, continua a nota da Prefeitura enviada à FOLHA, “foram constatados o parcelamento irregular de solo, degradação de área de proteção aos mananciais, construções irregulares e sem aprovação pelos órgãos municipais. Com isso, os proprietários foram notificados do embargo da obra, mas ignoraram a paralisação e continuaram infringindo a legislação, dando prosseguimento às construções. Diante dessas infrações, coube à Prefeitura a desapropriação da área, resguardando assim o meio ambiente e, consequentemente, o interesse da população em geral”.
Quanto à questão, levantada pela moradora, de que “existe ameaça de desapropriações em massa na Abadia”, a Prefeitura diz em sua nota que “não há a menor hipótese de desapropriação em massa na Abadia. Qualquer especulação neste sentido configura em uma ilação irresponsável”. No entanto, precisou o Ministério Público e a maioria das entidades ambientalistas de LOUVEIRA e região para ‘convencer’, na marra, o prefeito de que o seu Plano Diretor, aí sim, irresponsável, ameaçava todos os mananciais de LOUVEIRA, toda a região do córrego Fetá, que agora o prefeito diz querer preservar, tanto quanto a região do córrego Santo Antônio, que a Administração ainda ignora.
SEM DIÁLOGO
A realidade mostra que o prefeito já mandou derrubar duas casas na Abadia simplesmente porque ‘achou’, no arrepio da lei, que as construções estavam irregulares, o que foi desmentido pela Justiça. A verdade é que o prefeito fez três reuniões com os moradores e proprietários da Abadia sem levar em consideração os interesses dos moradores, dando como desculpa, a princípio, a existência de uma liminar suspendendo qualquer edificação na área do córrego Fetá. Mas depois a liminar foi derrubada para que o prefeito promovesse as mudanças necessárias, retirando do Plano Diretor tudo que fosse contra o meio ambiente e a preservação dos mananciais. “Até o momento o prefeito nada fez, não convocou mais uma vez a população e os ambientalistas para debater o assunto e, sem querer dialogar, nossas obras continuam paralisadas e com perigo de cair sobre nossas cabeças”, desbafou uma moradora do bairro Abadia, que pretendia reformar sua casa, com problemas no telhado e não consegue terminar a obra por causa da indefinição da Prefeitura quanto à situação do bairro.

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