LOUVEIRA: Vereadores reclamam da administradora da Santa Casa que não responde questões

LOU_Camara LOU_10_11_15_Crédito Gegeu Maia (41)

Depois de expulsar jornalista do prédio da Irmandade com a justificativa de que o local é particular, mas cujo aluguel é pago com verba pública, e onde funciona um laboratório, este sim particular, a administradora da Santa Casa de LOUVEIRA, Elaine Martins, resolveu não atender também os requerimentos de vereadores solicitando informações sobre o andamento do hospital, tarefa que faz parte da função da vereança. Segundo o vereador Estanislau Steck (PSD), durante a realização da 20ª sessão ordinária realizada terça-feira, 10, na Câmara de LOUVEIRA, até hoje não se sabe para onde está indo o dinheiro. “Fui procurado pelo advogado da Santa Casa que afirmou não existir de minha parte poder algum para solicitar informações sobre a Santa Casa, mesmo sendo eu vereador e presidente da Comissão de Saúde da Casa de Leis. Vou procurar os órgãos competentes, inclusive o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) para saber se isso é verdade”.
Segundo Estanislau, o advogado não trouxe nenhum dos documentos solicitados e disse que os encaminhou para o Conselho de Saúde que, para o advogado, é quem tem o direito de fiscalizar a Santa Casa. “Então fiz um ofício ao Conselho de Saúde pedindo que nos envie cópias dos documentos”, explica Estanislau.
“Também fui procurado por uma pessoa que se diz do laboratório Citolab, afirmando que está tudo em ordem com o laboratório e a Santa Casa, e que eu não deveria ter ido à Polícia sem antes ir até o laboratório quando das denúncias de reúso de frascos feitas por uma ex-funcionária da empresa. Oficiei a Santa Casa, o laboratório, mas o requerimento foi cancelado não se sabe por quem”, reclama o parlamentar.
Na mesma sequência, o vereador Reginaldo Lourençon confirmou que o Citolab está funcionando dentro de um prédio cujo aluguel é pago com subvenção, com dinheiro público. “Elaine também me respondeu dizendo que Irmandade é particular e que por isso não tem o dever de responder aos vereadores sobre assuntos da Santa Casa. Vou encaminhar ofício sobre isso ao Ministério Público”, garante Lourençon. O edil tucano também criticou os investimentos que estão sendo feitos pela Prefeitura para construir o Parque Municipal, que poderia ser bem menor e sem precisar de tanta desapropriação. “A cerâmica Júpiter vai ter que demitir cerca de 30 funcionários, o que representa pelo menos 150 pessoas que dependem desse trabalho para sobreviver. A cerâmica vai ter que funcionar em outro município e contratar novos trabalhadores fora de LOUVEIRA”, lamenta. Segundo o vereador Marquinhos Deca, a cerâmica já está em Jaguariúna.
Também o vereador Alan Jacuí (SD) manifestou sua insatisfação com o comportamento da administradora da Santa Casa, Elaine Martins. “Ela poderia dar alguma explicação aos funcionários sobre a questão das horas de trabalho. Vir à público dar uma satisfação respeitando os funcionários que tanto se dedicam e que estão sendo desrespeitados pela administradora Elaine”, entende.
E mais uma vez o prefeito Júnior Finamore tenta fazer a Câmara de Vereadores de banco da Prefeitura, solicitando crédito de R$ 9 milhões para  investimentos em esgotamento sanitário e na rede de distribuição de água. O projeto foi aprovado por 7 votos a favor e 3 contrários, de Alan Jacuí, Estanislau Steck e Reginaldo Lourençon. Os três justificaram o voto alegando que acompanhavam o parecer jurídico contrário emitido pela Casa. Para eles, o projeto é inconstitucional, pois foi rejeitado este ano e só poderia voltar para a análise da Câmara no próximo ano. Já os vereadores favoráveis disseram que o dinheiro irá beneficiar a população em obras de infraestrutura.
Quando entrou em discussão e votação o veto do prefeito ao projeto que garantia a reserva de vagas em apartamentos térreos para idosos e deficientes físicos nos conjuntos habitacionais populares verticais construídos em LOUVEIRA com recursos públicos, o tom das falas subiu bastante, mas não impediu que o veto fosse mantido por 7 votos a favor, tendo os vereadores Alan Jacuí (SD), autor do projeto, Estanislau Steck (PSD) e Reginaldo Lourençon (PSDB) votado contra o veto. Com a manutenção do veto, o projeto não virou lei. Outro projeto discutido, desta vez em paz, foi o de autoria da Mesa Diretora que antecipa em uma hora o início das sessões quinzenais. Caso seja aprovado, as sessões seguintes terão início às 18h30.
Três moções, todas de congratulações, e tendo como autor o vereador presidente, Nilson Cruz (PROS), foram aprovadas por unanimidade. A primeira foi direcionada aos agentes comunitários de saúde de LOUVEIRA pela comemoração do ‘Dia Nacional do Agente Comunitário de Saúde’, em 4 de outubro. A segunda moção foi apresentada em reconhecimento às aposentadorias das servidoras públicas municipais da área da saúde, Maria Benedita da Rosa Leardini, Sandra Regina Antognoli de Oliveira e Yara Spina. Por fim, a última moção da noite homenageou a passagem do 60º aniversário de fundação da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, em LOUVEIRA, comemorado em 1º de novembro. Desta vez a moção contou com a assinatura de apoio do vereador Luiz Rosa.
Quebrando o protocolo através de requerimento escrito a mão que foi aceito pelo presidente Nilson Cruz e tornando assim a sessão histórica, o presidente do Conselho Municipal de Saúde, João Bosco, ocupou o microfone no final da sessão  para explicar que não recebeu o ofício do vereador Estanislau, e que enquanto presidente do Conselho tem como meta fazer tudo pela saúde de LOUVEIRA, mas sem confundir apoio com subserviência.

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