LOUVEIRA: ‘Vila da Conquista’ recebe melhorias, mas ainda falta muita coisa

Somente uma parte da Vila recebeu primeira camada de asfalto que não está terminada

O polêmico bairro Vila da Conquista, em LOUVEIRA, um aglomerado de residências que foi sendo construído sem planejamento algum, na terra de um agricultor que resolveu vender lotes de variados tamanhos a valores muito baratos na época, cresceu, e tomou forma. Durante anos, discute-se que o bairro é irregular, os terrenos não possuem qualquer documentação legal e ainda, estão dentro de Zona de Proteção Ambiental, que é de interesse público, por se tratar de um manancial para a captação de água. A área é alvo de várias intervenções do Ministério Público, e no passado quase ‘foi derrubado’, na ocasião do governo do finado prefeito Dr. Eleutério, que deu ordem para destruir parte dos loteamentos. Depois deste episódio, as promessas políticas de que o bairro seria regularizado e urbanizado não saíram do papel.
Com a morte de Dr. Eleutério, o seu vice, Valmir Magalhães, assumiu a Prefeitura e resolveu encaminhar à Câmara o projeto do Plano Diretor sob a pressão de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) obrigado pelo Ministério Público (MP) na pessoa do promotor Rogério Cunha.
Nessa época, sem água, luz, esgoto, asfalto e segurança, a Vila da Conquista mais parecia um campo de refugiados tal o descaso das autoridades constituídas para com o local. Lideranças do bairro, como o popular ‘Marcos da Vila’, denunciaram a situação bairro em várias Instâncias da Justiça, mas não adiantou muito.

ALGUMAS MELHORIAS
Com a eleição do prefeito Junior Finamore, o bairro continuou no abandono, no primeiro mandato. Só recentemente é que a Prefeitura resolveu trazer a luz elétrica, e, em jogada nitidamente eleitoreira, em 2016 (ano da eleição) passou uma camada de asfalto nas ruas, depois de implantar a rede de água e de esgoto, que ainda não estão ligadas às residências, obrigando a população ainda a recorrer a fossas e a poços artesianos.
A reportagem da FOLHA NOTÍCIAS esteve no bairro conversando com os moradores que confirmaram a chegada da luz, já no segundo mandato de Finamore, mas o encanamento de água e esgoto ainda não estão ligados às residências. “A rua C, onde moro, está sem asfalto, é a única que não teve esse benefício porque a Prefeitura diz que o proprietário do terreno ao lado não liberou a faixa de terra para fazer o alargamento da rua”, contou o morador André Coutinho.

Parte do acesso ainda é ruim, de terra, e esburacado

OBRAS ELEITOREIRAS
Já Aleandro da Silva Alves, morador do rua B, disse que ainda não pode ligar a rede de água e esgoto às casas, mas a Prefeitura não informa o por quê. “Eles ameaçaram com multa pesada quem fizesse a ligação das redes para as casas. Continuamos usando fossa, e para beber é poço mesmo. Só tem luz que foi ligada faz pouco tempo. Antes puxávamos energia de um único poste para todo mundo. E agora, passaram essa camada de asfalto que logo as chuvas vão tirar fora, se não terminarem”, lamenta.
O louveirense Reginaldo Alcântara vê tudo isso como obras eleitoreiras. “Uma só camada de asfalto não vai durar muito. A luz só tem na baixada e o restante ainda é clandestino. Na parte de cima é tudo breu. Um perigo para todos à noite. Melhorou sim, em vista do que era. Mas é tudo jogada deles, visando as eleições. Agora só voltam aqui perto de 2020. É triste, a gente sabe como funciona”, desabafou.  A moradora Janice Almeida foi mais enfática: “Tudo que aconteceu aqui foi por causa da eleição. A luz, veio para a metade da população. Depois que as eleições acabaram, a CPFL sumiu. O asfaltou começou com as eleições e depois não terminaram também. Só tem a capa asfáltica e a água e esgoto também ficaram na promessa. Tenho certeza que no final do ano que vem, antes de começar as eleições, o prefeito e os vereadores terminam isso, mesmo assim, não temos pontos de ônibus, segurança, outros acessos para o bairro, e um posto de saúde vai ficar no sonho. Só após tudo isso poderemos ter a tal regularização dos lotes, e quem sabe, a escritura pra dizer que esse pedaço de terra que moramos é nosso de verdade”, afirmou.
Procurada, mais uma vez, a Prefeitura de LOUVEIRA não se pronunciou sobre as obras paradas na Vila da Conquista.

Asfalto e energia elétrica chegaram pela metade. Duas ruas ainda estão abandonas e sem benfeitorias

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