REGIÃO: Coluna de Jorge Lemos – Linhas Cruzadas

COISAS PARA PENSAR

Muitos dirão que sou apenas um chato batedor em sua tecla: a comportamental! Agradeço a critica sentido-me até gratificado pois realmente acredito que o comportamento humano repleto de valores é o que dá ao ser humano o seu verdadeiro sentido.

Sei também que os valores humanos são frutos de uma estrutura social que envolve desde os primeiros passos, a família e o decorrer de toda uma vida onde valores, gestos e exemplos fazem-nos crescer como seres especiais que somos.

Existe um grande outro fator que move o individuo a um estágio maior de perfeição\; a humildade e a absorção dos muitos exemplos de vida que nos são mostrados no curso da vida. Guardo muitos: alguns deles pelas orientações firmes do senhor meu pai, ou ainda pelas cintadas distribuídas mor merecimento pela minha enérgica mãe.

Agradeço meu aprendizado pelo competente ensino dos muitos  rígidos e severos professores que tive e pelo convívio com outros semelhantes que deram balizamentos de procedimentos do certo e do errado. Abraçando, em certos momentos de minha vida o magistério,  dediquei-me, prazerosamente, mostrar comparações de sucesso e fracasso na vida ao estabelecer o que é vida integrada e ou sobrevivência ao meio que habitamos. Pelo meu próprio espirito e formação expressa com clareza o que representa na vida humana o que é Ética, Moral e a obtenção do Sucesso. Gosto do tema, especialmente pela razão de mergulhar comparativamente na História Universal ao buscar, com sutileza, fatores que determinaram grandes avanços, inclusive os nossos próprios, o pessoal.

Conto uma historinha singela, mas para mim valeu como o ponto principal no meu comportamento pessoal. Não tenho vergonha de contar pois foi a lição que me proporcionou o maior ganho ético pessoal de toda a minha vida e que me colocou diante da grande luz de ensinamento: – Estava eu com meus 20 anos, na imprensa, na cidade de Genebra, na Suíça fazendo cobertura de um importante evento, isto por ser o único na redação do jornal falar na época, razoavelmente o Francês. Fumava eu, naquela época. No recinto interno era proibido o uso do fumo. Fui para a rua, acendi, como muitos, o cigarro, boas tragadas e após, como a maioria total dos fumantes brasileiros, joguei a “bituca” do cigarro junto ao meio-fio da calçada. Pasmem: Uma senhora, cerca de aparente 80 anos abaixa-se, pega a ponta do meu cigarro, levanta-se, olha fixamente em meu olhos e caminha em direção a um recipiente próprio para tocos de cigarro.

Senhores meus! Confesso, foi o mais severo e drástico momento de toda a minha vida. A partir daquele instante reviso todos os meus momentos, avalio meu comportamento e pergunto-me o que “é certo e o que é errado”.

Sei que muitos dos meus leitores fumantes darão pouca importância ao pois, por aqui, as coisas fluem sem nenhum valor ético e moral, isto desde o alto comando governativo, judiciário, politico, social e humano, por tal é que existe este “buraco negro” do momento de nossa História. Gostaria eu que cada um dos brasileiros tivessem um exemplo que recebi para mexer com toda as suas vergonhas pessoais e pudesse dar um novo e total sentido a vida brasileira.

Sinceramente? Aquele ato me fez entrar em um banheiro e chorei de vergonha. Tive, naquele senhora la em Genebra uma lição que me fez crescer como homem. Espero que guardem este texto como exemplo.

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