REGIÃO: Templo Budista de Cabreúva promove aulão gratuito sobre Felicidade neste domingo (2)

Neste domingo, 2 de setembro, o Templo Kadampa Brasil, situado em Cabreúva, irá oferecer uma programação diferente e muito especial. A partir das 9h da manhã, o templo abre suas portas para um ‘aulão gratuito’ sobre Felicidade, com o monge budista internacional e atualmente professor residente do Centro de Meditação Kadampa Brasil, Gen Kelsang Togden. À tarde, os visitantes poderão participar de uma visita guiada pelos mais de 72 mil metros quadrados de construções e belezas naturais, conhecendo de perto a história do Budismo Kadampa no Brasil e o significado de símbolos, estátuas e imagens espalhados pelo templo. Inaugurado em 2010 e construído com o auxílio de voluntários da Nova Tradição Kadampa, o Templo Kadampa Brasil é o maior da tradição Kadampa em todo o mundo. O prédio principal tem mais de 3,3 mil metros quadrados e está localizando em meio às belezas naturais da Serra do Japi, a 80 km da capital paulista.

Com base no livro “Novo Oito Passos para a Felicidade”, escrito pelo fundador da Nova Tradição Kadampa, o monge budista de 87 anos, Venerável Geshe Kelsang Gyatso, a aula inaugural gratuita faz parte de um convite da Nova Tradição Kadampa para o novo curso de estudos regulares de Budismo Moderno, com aulas aos domingos a partir de setembro, ministradas pelo próprio Gen Togden. Geshe Kelsang Gyatso, ou simplesmente Geshe-la, como é conhecido entre seus seguidores, é autor internacional e mestre de meditação mundialmente reconhecido, que chegou à Inglaterra na década de 1970 para difundir os ensinamentos de Buda no ocidente

SOBRE O TEMPLO

Já bastante conhecido em todo o país por sua beleza e pelo cuidado com que é mantido por centenas de voluntários que vêm de todas as partes do Brasil – também do mundo -, o Templo  Kadampa é hoje um dos grandes pontos turísticos da Serra do Japi. Com três estátuas gigantes de Buda ao Centro, cada uma medindo 2,5 metros de altura por 2 metros de largura, e outras 14 menores ao redor, o altar é um dos grandes destaques do Templo. Durante a visita monitorada, que acontece todos os domingos às 14h, visitantes de todos os cantos do mundo e de toda e qualquer crença religiosa têm a possibilidade de aprender um pouco sobre o que significa cada representação, além de diversos símbolos espalhados pelas paredes e no piso. No teto, uma enorme roda de madeira representa o ímpeto de Buda de dar ensinamentos após alcançar o nível máximo de sua capacidade mental, para que todos possam alcançar o mesmo estado, que é o responsável pelo estado de paz e felicidade tão desejado. Pelas paredes, deusas fazem oferendas como forma de agradecimento pelos ensinamentos de Buda.

O Templo Kadampa Brasil foi desenhado pelo fundador da Nova Tradição Kadampa, o monge Geshe Kelsang Gyatso, e foi projetado pelo também monge e engenheiro Gen Kelsang Tsultrim. Inspirada nas imagens do palácio de um dos Budas da tradição, Buda Heruka, a arquitetura conta com quatro entradas indicadas por suntuosas portas de metal, diversos ornamentos pintados de dourado e arcadas. O piso, em granilite, traz o desenho de uma grande flor de lótus bem ao centro do Templo, que significa que é possível alcançar a pureza da mente em um mundo tão impuro, assim como a flor de lótus brota linda e resistente em meio ao lodo. Entre os espaços que mais atraem turistas e visitantes, pergolados de madeira espalhados pelos jardins do Templo, com vista para a Serra do Japi, são os mais disputados. Um momento de descanso, meditação ou sentar-se para assistir ao pôr do sol é uma das principais atrações. Os turistas adoram.

A cafeteria também costuma ser uma atração. Os vidros revelam a beleza da mata ao fundo e é possível sentir a paz e a tranquilidade da serra apreciando um cappuccino especialmente preparado por voluntários. Todo o entorno do Templo é formado por varandas onde os visitantes também podem se sentar para uma leitura ou para apreciar a paisagem. São tantos detalhes que é impossível registrar tudo de uma vez.

 

A área verde, que acompanha toda a vegetação da Serra do Japi, é composta por um grande trecho de reflorestamento, com espécies nativas da Mata Atlântica. Entre as flores, agapamthus, lavanda, lantana, lírio. Entre as árvores, as conhecidas árvores bodhi são o grande destaque (foi embaixo de uma delas que Buda meditava quando conquistou a iluminação), além de imbuias, ipês, cedros rosa, jatobás, jequitibás, palmeiras jussara, uvaias, patas de vaca e paus ferro. Já entre os animais que dividem espaço na mais perfeita harmonia com frequentadores e moradores locais, as atrações costumam ser as corujas, além dos quero-quero, gaviões, lebres, seriemas, ouriços, lagartos, capivaras, borboletas, macacos, jacu, jacutingas, veados e tucanos.

 

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