VALINHOS: Bolsa com celulares é achada no lixo por funcionária de cooperativa e devolvida à dona
Uma gerente comercial de Sorocaba que perdeu a bolsa com documentos, dinheiro e celulares em uma festa foi surpreendida após receber uma mensagem no Facebook informando que os pertences dela estavam guardados. Priscila Mattos Guarigli, de 28 anos, recuperou a bolsa depois que a funcionária de uma cooperativa encontrou o objeto no lixo enquanto separava materiais para reciclagem. A gerente lembra que perdeu o acessório durante uma confusão em uma festa, no dia 28 de abril, em VALINHOS. Na ocasião, ela estava com um grupo que comemorava o aniversário de uma amiga.
“Um rapaz começou a bater em uma menina e depois que tentamos ajudar para separar, a minha bolsa sumiu”, conta. Dentro havia dois celulares, documentos, cartão de crédito e dinheiro. No entanto, ao chegar em Sorocaba, um boletim de ocorrência foi registrado e os aparelhos foram imediatamente bloqueados.
LIÇÃO DE VIDA
Dias depois, a gerente foi surpreendida com uma mensagem no Facebook. O recado foi deixado pela estudante Tamiris Santos, de 17 anos, dizendo que a tia dela, que trabalha em uma cooperativa de Campinas, havia achado a bolsa enquanto separava materiais para reciclagem.
“Em um domingo fui no bar do meu tio e vi o celular que estava lá guardado com um cartão. Eu perguntei de quem era e ele disse que a minha tia tinha achado na cooperativa. Logo vi a foto e comecei a pesquisar até conseguir falar com a Priscila”, explica a jovem. No primeiro contato, a dona dos objetos suspeitou que quem poderia estar do outro lado da linha fosse um suposto ladrão. Após a conversa e troca de fotos dos objetos, Priscila marcou um encontro com a família da jovem em um shopping de Campinas. Segundo a gerente, a oportunidade de conhecer a família e ver todos os pertences intactos foi uma lição de vida.
Uma senhora bem humilde, de uma energia bem positiva, e ainda disse: ‘Quero devolver porque não é meu’. Não é nem pelo valor das coisas, mas realmente foi um exemplo em meio a tanta coisa ruim”, conta a gerente.
O discurso é semelhante pelo olhar da estudante, que se orgulha do que fez. “Fazer o bem para o próximo é bom para a gente mesmo. Eu fiz de coração e espero que ela [Priscila] possa guardar isso para sempre.”
O trajeto do local perdido até a outra cidade, onde fica a cooperativa, é um mistério. (Fonte: G1)

















