VALINHOS: Excesso de requerimentos para discussão ‘trava’ sessão

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Já faz algumas semanas que a pauta da Câmara de VALINHOS está travada devido ao excesso de requerimentos para discussão. Na última sessão, terça-feira, 17, o grande número de debates sobre os temas requeridos foi mais uma vez motivo de morosidade no andamento dos trabalhos.
Entre os assuntos mais relevantes abordados durante a noite de terça-feira figuraram o corte do subsídio ao transporte universitário, o fim do racionamento de água e o valor pago à administradora da UPA.
Sem transporte
Os vereadores Pedro Damiano (PR), Israel Scupenaro (PMDB), Lorival Messias (PROS), Giba (PDT), dr. Orestes Previtale (PMDB) e dr. Moysés Abujadi (PSD) apresentaram requerimentos questionando a Prefeitura sobre a suspensão do subsídio do transporte escolar para universitários.
Na tribuna, durante o pequeno expediente, o vereador dr. Orestes afirmou que o subsídio de até 100% a estudantes de Valinhos foi uma promessa de campanha do prefeito Clayton Machado (PSDB), cumprida com a aprovação do projeto na Câmara em 2013. Para ele, a suspensão do subsídio deve ser feita por meio de um novo projeto que deve ser encaminhado ao Legislativo. “Vai ter de fazer uma nova emenda à Lei Orgânica do Município para que os vereadores votem esse cancelamento (…) Se vier em forma de lei, não terá o meu apoio”, adiantou.
O vereador Israel Scupenaro também mostrou preocupação com o fim do subsídio. “Muitos estudantes falaram que estão sem emprego, ganham bolsa e que se não tiverem o benefício vão ter que deixar de estudar”, afirmou.
O subsídio concedido aos estudantes em Valinhos está previsto na Lei Orgânica do Município, que varia entre 50% e 100% do valor total gasto com o transporte para universidades e escolas técnicas distantes até 100 quilômetros do município. O percentual concedido varia de acordo com a renda mensal do interessado.
Será que o racionamento acabará?
Requerimento apresentado pelo vereador Lorival Messias (PROS) abriu a discussão sobre a necessidade ou não de continuar com o racionamento de água, em vigor desde fevereiro do ano passado, em VALINHOS. No documento apresentado em plenário, o parlamentar se diz contra o fim do racionamento, já que, segundo ele, a população precisa continuar evitando o desperdício em razão da crise hídrica.
O vereador Rodrigo Fagnani “Popó” (PSDB) disse que concorda com o fim do racionamento em dezembro. Ele destacou que é preciso se preocupar com a queda na receita do Daev, que é reflexo da redução de consumo. “Se pudermos abrir mão do rodízio em um período, como o de chuvas, é oportuno.”
A mesma opinião teve o vereador Paulo Montero (PSDB). “São necessários recursos para dar continuidade aos investimentos do Daev. A população já fez a parte dela”, discursou.
De novo a UPA
Mais uma vez o valor pago pela Prefeitura ao Inase foi contestado pelos vereadores. Para Giba o total é muito alto e o contrato deveria ser revisto, pois o fato de a empresa conseguir manter o atendimento mesmo ser receber, demonstra que há uma ‘gordura’ de valores recebidos. Para Abujadi essa informação não procede. “Não existe “gordura” (…) A UPA foi planejada para atender a população de Valinhos e a acabou atendendo a uma demanda regional (…) A situação é ruim em todos os lugares”, pontuou.
Por fim, o requerimento foi aprovado.
Projetos de lei
Ficaram para a próxima semana o projeto de Henrique Conti (PV) sobre multas para quem constranger mulheres amamentando em público e a proposta de Montero (PSDB) para que bancos ofereçam caixa rápido para quem quiser fazer até duas operações.

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