VALINHOS: Prefeito diz que não houve aumento e vai doar parte do salário
Em entrevista coletiva realizada no Paço Municipal de VALINHOS, o prefeito Orestes Previtale (MDB), veio a público tecer algumas considerações sobre a tão propalada ‘onda’ de aumento de salários que, segundo o mesmo, está sendo articulada por grupos políticos organizados com o único objetivo de pressionar a Prefeitura para não investigar uma série de irregularidades supostamente cometidas pelas duas últimas administrações que passaram pela cidade. “Essas pessoas procuram enxovalhar a nossa administração e agredir o prefeito usando de todas as maneiras sórdidas e chulas. E tudo isso é uma ação muito bem articulada para fazer esse trabalho nas redes sociais por um ‘exército do mal’ que está agredindo a população impedindo que o povo receba receba o que lhe é de direito. E o objetivo desse pessoal, que tem um custo muito elevado, é impedir que a Prefeitura continue enviando denúncias ao Ministério Público (MP) contra as duas administrações que me antecederam”, revela o prefeito Orestes Previtale. “Em vez de atacar o prefeito, vamos discutir a política da cidade, os buracos, o lixo, o mato, esses grupos preferem atacar a Prefeitura. Mas tudo o que se encontra com problemas é fruto da irresponsabilidade das administrações anteriores. Só o senhor Clayton Machado (PSDB) deixou uma dívida de R$ 179 milhões que em menos de um ano baixou para para R$ 90 milhões. Mas o rombo começou com a obra de captação de água de água do Rio Atibaia batizada pelo ex-prefeito Marcos José da Silva (MDB) no seu primeiro governo (1989/1992) como a grande ‘Obra do Século’, mas que se tornou o ‘prejuízo do século’, já que a dívida é considerada impagável, além de gerar insegurança e inibir o crescimento do município. No final do ano de 2016 o prejuízo alcançou o montante de R$ 310 milhões”, observa o atual prefeito.
MÃO DE FERRO
“Dizem que sou considerado o ‘mão de ferro’, e sou ‘mão de ferro’ mesmo, porque sou austeridade, transparência e muito trabalho. É assim que respondo ao dono do jornal que toda semana veicula inverdades a respeito da nossa administração e da minha pessoa. E tem esse presidente do sindicato dos servidores públicos de VALINHOS, LOUVEIRA e Morungaba que tem meia dúzia de pessoas. Ele queria ser o herói do Plano de Cargos e Salários da Guarda Municipal. Mas ele assistiu a tudo que houve nas administrações passadas e não fez nada, não mexeu uma palha. E agora a justiça cancelou a maior parte do plano. Tudo porque ele perdeu privilégios e agora quer cassar o prefeito. O exame de capacitação da Guarda reprovou 30 pessoas e teve uns cinco, inclusive o presidente, que não fizeram o curso. Então a Prefeitura não pode deixar essas pessoas portarem armas, o que vai ser levado à Polícia Federal”, garante o prefeito de VALINHOS. “O presidente retalia porque a reforma trabalhista tornou facultativo a contribuição sindical, mas o presidente do sindicato entrou na justiça e conseguiu uma liminar que obriga a Prefeitura a reter o imposta na fonte, mesmo com os funcionários insatisfeitos com esse sindicato”, esclarece Orestes Previtale.
CHEQUE SEM FUNDO
“Aqui não perseguimos ninguém, só estou fazendo a coisa certa, e nunca pensei que fazer a coisa certa seria tão difícil. Mas a população vai ficar sabendo de tudo o que rolou de errado nessas duas administrações anteriores. Não tenho medo de nada. Vou revelar tudo o que foi errado, e quem errou vai pagar, não vou jogar nada embaixo do tapete. Essa Prefeitura que está cheia de sindicâncias de obras inacabadas não é a Prefeitura de Orestes Previtale, mas de Marcos da Silva e Clayton Machado. Obras inacabadas e recebidas e pagas como prontas. Recursos desviados e usados indevidamente como o caso do dinheiro destinado ao SUS, dinheiro ‘carimbado’ que não podia ser usado em outro fim. Tudo isso é ilegal. Inclusive o cheque sem fundo assinado por Clayton Machado no final de sua gestão está sendo investigado”, denuncia Previtale.
MILHÕES COM ADVOGADOS
“Outro absurdo: o Marcos José da Silva contratou um famoso escritório de advocacia por R$ 70 milhões. Nós já conseguimos derrubar parte da dívida em R$ 15 milhões, vindo para R$ 55 milhões. Entrem no site do Tribunal da Justiça e constatem que o Marcos está lá condenado com liberdade restrita. Ora, com R$ 55 milhões quanto a população seria beneficiada em remédios, limpeza, iluminação. O Marcos inchou a administração em mais de 300 cargos comissionados e o Clayton Machado não teve a coragem de mudar.. Nós vamos acatar a decisão da justiça para cortar todos esses cargos. Temos um projeto de reforma administrativa que contempla tudo o que a Administração de VALINHOS precisa, nem mais, nem menos. Se a Prefeitura tem serviços lentos, com filas, vai piorar ainda porque iremos tirar de circulação cerca de 300 trabalhadores que foram contratados irregularmente. Em 2005 essa contratação gerou, em 2016, ação civil pública e em 2017 veio a sentença: exonerar todos. E é o que estamos fazendo sob pena de multa diária de R$ 5 mil”, justifica o prefeito Previtale.
O SALÁRIO
“Quanto à polêmica do meu salário, é uma falsa polêmica, porque os 13 vereadores que votaram a favor, votaram a favor da fixação do salário do prefeito, o que é previsto em lei, porque serve de parâmetro para os outros salários da administração. E isso vem do passado, não é de agora. Em dezembro de 2005 o então prefeito ‘Marcão’ instituiu o seu salário em R$ 15.500, com um gatilho que corrigia a cada ano, automaticamente, como os demais salários dos servidores, o que é ilegal. Mas continuou assim e em dezembro 2008 o salário do Marcos foi de R$ 16.456. Em dezembro de 2012 foi para R$ 20.482. Já com Clayton Machado o salário do prefeito, em dezembro de 2013 alcançou a cifra de 26.679. Esse era o salário quando aqui cheguei, portanto não houve aumento salarial. Mas o teto é o salário do prefeito. Ninguém pode ganhar muito mais que isso. Se voltar o salário, por exemplo, para R$ 16.456 vai mexer no salário dos médicos que irão todos embora. E não só com os médicos, mas com servidores de outras áreas.”, garante o prefeito Orestes Previtale.
DOAR PARTE DO SALÁRIO
Na oportunidade, o prefeito anunciou que vai passar a doar parte de seu salário para entidades assistenciais da cidade já no próximo mês. A medida fará o chefe do Executivo ter seus rendimentos reduzidos de R$ 28 mil para cerca de R$ 16 mil (valores brutos) mensais. “Portanto, os vereadores que votaram a favor da fixação do meu salário, votaram certo. Os quatro que votaram contra só pensaram no próprio umbigo, contra a população. Votaram contra, mas não apresentaram uma proposta melhor. Preferiram votar contra o povo e atrapalhar esta Administração. São contra, cobram, mas fazem de tudo para atrapalhar o nosso trabalho à frente da Administração da cidade. Esses vereadores não merecem mais minha consideração. Quanto a esse tema do salário, vou doar parte (vou ficar com o equivalente à meu ganho como médico) para uma instituição de caridade que será escolhida publicamente. E solicito aos quatro vereadores que votaram contra, façam o mesmo, junto com seus assessores. Fica então o meu exemplo para ser seguido por quem quiser, pois não posso obrigar ninguém a fazer o mesmo. Façam isso, em vez de querer quebrar a Prefeitura, quebrar a Câmara, como esses grupos estão ameaçando”, conclamou Orestes Previtale.
OUTRO LADO
O ex-prefeito Marcos declarou que não tem medo de dívidas, pois todos os prefeitos fazem e deixam dívidas para os seus sucessores. O ex-prefeito Clayton Machado alegou dificuldades financeiras em razão das dívidas deixadas por Marcos José da Silva.

















