VALINHOS: ‘Revelando São Paulo’ reúne culinária, artesanato e folclore

Muitas vezes o Rio Grande do Sul é tido como o estado que mais conserva sua cultura, divulgando geração após geração sua tradições e costumes, além de um folclore muito rico. O que pouca gente sabe é que o estado de São Paulo também é dono de um catálogo cultural vasto e completamente documentado e que para celebrar todas essas manifestações realiza o Revelando São Paulo, um festival em que se pode conhecer melhor o que os paulistas produziram ao longo de toda a história.
Assim como os festivais gaúchos, o Revelando apresenta a culinária, artesanato e manifestações culturais como a dança e a congada. O espaço escolhido desta vez foi o Parque Municipal Monsenhor Bruno Nardini, em VALINHOS. Com aproximadamente 100 mil m², o local será totalmente tomado pelas cidades paulistas entre hoje, 19, e segue durante toda a semana até o próximo domingo, 27, sempre das 9h às 21h, com entrada gratuita.
Para se ter uma ideia da importância das atrações e da importância do festival, agências de viagem da capital paulista promovem excursões para visitação da cidade que recebe o evento. Nos anos anteriores chegaram a passar dois milhões de pessoas pelos estandes.
Primeira vez
fora da Capital
Na manhã de quarta-feira, 16, foi realizada uma coletiva de imprensa no recinto do festival, onde estava o prefeito Clayton Machado, o secretario de Cultura André Luis, e o diretor da Abaçaí, organização social que promove o Revelando, Toninho Macedo.
Em entrevista, Macedo explicou os motivos que levaram o festival a sair da capital neste ano. Segundo ele, houve um problema com a subprefeitura da região onde o evento acontecia. Além disso, existia um número insuficiente de locais para instalar os participantes do Revelando. E conseguir alojar de forma minimamente confortável os participantes do festival é um dos principais itens para que uma cidade receba a comemoração.
Cavalhada centenária estará presente
A tradicional Cavalhada de São Pedro de Catuçaba, de São Luiz do Paraitinga, com mais de 150 anos de tradição, será uma das atrações. Este folguedo é mantido há gerações pelas famílias da cidade. A celebração portuguesa tradicional representa a guerra entre os mouros e os cristãos. A história registra que a Rainha Isabel decretou, no século XIII, que toda a festa do Divino deveria ter apresentações de cavalhadas, como símbolo do cristianismo.
Em São Luís do Paraitinga, o registro desta manifestação é de 1870. Os dois mestres do grupo, Lauro de Castro Faria e Renô Martins de Castro, que há mais de 40 anos participam da Cavalhada, contam que seus pais já vivenciavam esta manifestação cultural desde infância, há mais de 100 anos.
Culinária
Serão 60 espaços de culinária e ranchos tropeiros de diferentes regiões do estado, com culinaristas produzindo os doces caseiros, bolinhos caipira, broas, pamonhas, bolos, café caipira, virados, afogados, galinhadas, feijão tropeiro, farinha de mandioca, peixes e moquecas, entre outras iguarias que compõe a ‘mesa paulista’.
Os pratos são de dar água na boca e chamam a atenção do público, muitos, pelos nomes curiosos. Entre os destaques, o Buraco Quente, com duas receitas diferentes trazidas pelos municípios de Mairiporã e Pariquera-Açu. A comida tropeira também se faz presente com versões variadas, como a de Monteiro Lobato, com arroz, linguiça, frango, torresmo, feijão e couve refogada, e Natividade de Serra, com arroz tropeiro, farofa, feijão gordo, porco atolado, torresmo, polenta com molho, linguiça, costelinha de porco, couve e quirelinha.
















