VALINHOS: Superintendente da Santa Casa abre as contas da Irmandade na sessão

A10_VAL_Camara VAL_10_11_15_Crédito Guilherme Ferragut (9)

Além das já desgastadas discussões que ocorrem semanalmente na Câmara de VALINHOS, a sessão de terça-feira, 10, contou com a presença do superintendente da Santa Casa da cidade, Edson Manzano, que explicou a situação financeira da Irmandade, ressaltando que o rombo financeiro tende a aumentar caso não haja um maior aporte financeiro por parte do governo.
Além disso, um importante projeto de lei foi aprovado. Ele institui o ‘Programa Trabalho e Capacitação’, que além de ajudar financeiramente os desempregados da cidade também oferece cursos profissionalizantes aos assistidos. Tirando isso, o resto se resumiu a discussões de pouco conteúdo, muitas vezes recheadas de ironia, quando de um lado estavam os que defendiam o prefeito e do outro a oposição. No meio, a população.
Santa Casa em crise
Após a leitura os requerimentos, o presidente da Câmara, Rodrigo Toloi (PDT), cedeu espaço para que o superintendente da Santa Casa, Edson Manzano, falasse um pouco sobre a situação em que a Irmandade se encontra.
Ele abriu sua fala apresentando os números do hospital. São 125 leitos normais, 20 UTIs, sete salas de cirurgia, 553 funcionários e 231 membros do corpo clínico aberto. Com relação aos atendimentos, 60% ocorrem pelo SUS e 40% por convênios.
Quando foram apresentadas as receitas e despesas foi que ficou mais claro o rombo orçamentário pelo qual passa a Instituição. Os números apresentados expuseram aos vereadores que, embora os atendimentos com o SUS representem 60% dos trabalhos prestados, o valor repassado para tais atendimentos não ultrapassa uma média mensal de 25% das receitas. “Quem sustenta a Santa casa hoje em dia são os planos de saúde”, argumentou Manzano.
O superintendente ainda fez uma comparação sobre os valores repassados pela Prefeitura de VALINHOS à Santa Casa da cidade (cerca de R$ 966 mil por mês, em média) com o que outras prefeituras repassam. Em Jaguariúna, por exemplo, o repasse chega a R$ 3,5 milhões, e o hospital sequer tem UTI. Outro município citado foi LOUVEIRA, que possui um terço do número de leitos, não tem UTI e não possui um centro cirúrgico para operações com maior complexidade, e ainda assim recebe em média R$ 2,4 milhões por mês.
Para finalizar, Manzano afirmou que as contas da Santa Casa estão abertas para todos os vereadores que quiserem ajudar a reduzir os custos operacionais do hospital e encontrar possíveis falhas nos balanços. “Estamos reavaliando cada item. O primeiro foram os salários, mas descobri que pagamos menos que a média do mercado. Já cheguei até a perder médico pro Inase”, lamentou.
Mais que isso, o superintendente afirma que preferiria receber, ao invés de um valor fixo por mês da Prefeitura, um valor correspondente aos serviços prestados. “Eu não quero um valor fixo por mês como subsídio da Prefeitura, prefiro que me paguem pelos serviços prestados, como fazem os planos de saúde”, pediu.
DESEMPREGADOS TERÃO BOLSA de r$ 500
Os vereadores aprovaram projeto do prefeito Clayton Machado que oferece a concessão de uma bolsa-auxílio no valor de R$ 500 para os desempregados de VALINHOS. De acordo com o projeto, o auxílio poderá ser pago a até 100 trabalhadores, que serão selecionados pelo município com base em critérios sociais. Só poderão receber a bolsa as pessoas que estão desempregadas há mais de 1 ano e que não recebam seguro-desemprego ou qualquer outro benefício assistencial semelhante. O interessado também deverá morar há pelo menos 2 anos na cidade. Além do auxílio financeiro mensal, será fornecida cesta básica aos beneficiários, que precisarão cumprir uma jornada semanal de atividades, com a prestação de serviços de interesse da comunidade e participação em curso de qualificação profissional.
Também foram aprovados os projetos de lei dos vereadores Cesar Rocha (PV) e Henrique Conti (PV), que tratam das normas para comércio de animais e proíbe o corte de araucárias, respectivamente.

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