VINHEDO: Cardápio do Osteria Limoncello inclui a sofisticação das trufas brancas e negras

Comer bem, num ambiente aconchegante, é tudo que os amantes da boa gastronomia desejam. Aqueles que buscam pratos diferenciados e ‘temperados a moda italiana’ com sofisticação, têm no restaurante Osteria Limoncello, de VINHEDO, uma excelente opção, ainda mais se optarem pelas trufas brancas e negras preparadas pelo renomado chef Rogério Bertazzoli.

A trufa (não o conhecido doce) é um fungo da família dos cogumelos, que segundo Rogério vem sendo bastante aceita em seu estabelecimento. “A branca possui mais aroma que a negra e ambas são ideais no acompanhamento de massas, queijos, polenta e risotos”, destaca. “Sirvo esta iguaria no Osteria desde 2016, um ano depois de ter aberto o restaurante, e ela tem um aroma único e raro. Os quatro pratos que faço com trufas chamam a atenção dos clientes pelo sabor, sofisticação, preço alto e a curiosidade de se experimentar algo diferente, pois não é tão fácil de encontrar ”, conta Bertazzoli.

O chef se orgulha em ter seu restaurante, localizado no Centro de VINHEDO, como um dos poucos do interior de São Paulo a servir trufas. “Sei que há alguns em Campinas, além da Capital é claro”, emendou. Bertazzoli conheceu a iguaria em meados dos anos 90 na Itália. “As cidades da região do Piemonte e do sul da França cultivam a trufa branca, enquanto a negra é bastante conhecida na Toscana, também na Itália”.

Rogério lembra a sazonalidade do produto e seu alto preço. A trufa branca tem seu melhor período em novembro, enquanto a negra é colhida de três a quatro vezes por ano, segundo ele. “O quilo deste segundo tipo, por exemplo, pode chegar a valer 1.500 euros na Itália”, revela. Em outros lugares, atinge dois mil euros o quilo e, no Brasil, até R$ 20 mil, no caso da branca.

Quem vai ao Osteria Limoncello verá no cardápio pratos que custam R$ 60 sem as trufas, que são precificadas de acordo com o peso. Cada pedido leva de três a cinco gramas da iguaria. A casa, de família italiana, serve ravioli de queijo brie, fettuccini negro (com polvo, lula e camarão) e outras delícias – com trufas, claro. “E para acompanhar, boas pedidas são o vinho tinto encorpado e o espumante”, complementa.

Toninho Bertazzoli mantém a tradição familiar desde a recepção dos clientes até o toque da música ambiente. Hospitalidade italianíssima

MÚSICA E SIMPATIA
Com 50 anos, Rogério Bertazzoli tem o talento para a gastronomia no sangue. Seu pai, Toninho, hoje com 80 anos, comandou a famosa cantina Villa Bertazzoli de 1982 até 2009, oferecendo bem mais do que as maravilhas da cozinha italiana. Toninho é um senhor que esbanja simpatia, muito querido pelos clientes. Por estes motivos, vai de vez em quando ao Osteria Limoncello para cantar, tocar piano e conversar com os frequentadores da casa, como um bom italiano faz, para alegria do filho Rogério. “Ele recepciona os clientes e toca para eles. É muito bacana ver o carinho que todos têm por meu pai”, revelou o chef.

SERVIÇO
O Osteria Limoncello fica na avenida Ana Lombardi Gasparini, 215, no Centro de VINHEDO, próximo do Jardim Nova Canudos. O restaurante abre de terça a quinta-feira, das 12h às 14h30 e das 19h às 22h30; de sexta a domingo, fica à disposição dos clientes das 12h às 15h30 e das 19h às 22h30. Para mais informações, ligue para (19) 98985-9000.

Quando chega nova remessa da iguaria, o chef Rogério já avisa os clientes pelas redes sociais. Estoque acaba no mesmo dia

PÉROLAS DA COZINHA
Chamadas de “pérolas da cozinha” por Jean Anthelme Brillat-Savarin, um dos mais famosos gastrônomos franceses de todos os tempos, as trufas tiveram seus primeiros registros e utilização na culinária datados de 3.000 a.C. A iguaria é, na verdade, uma espécie de cogumelo, que geralmente nasce sob a terra em simbiose com as raízes de determinadas árvores, principalmente do carvalho, salgueiro, álamo e tília. Mesmo sendo apreciada há tanto tempo, ainda não foi possível compreender todo o seu processo de desenvolvimento, nem mesmo promover o seu cultivo, como é feito com os demais cogumelos, o que torna a iguaria ainda mais rara.

Especialistas afirmam que existem aproximadamente 70 tipos diferentes de trufas, sendo que as duas mais importantes são a branca, cujo nome científico é tuber magnatum, e a trufa negra, chamada de tuber melanosporum. O período de colheita das trufas brancas do Piemonte acontece entre outubro e novembro, enquanto o da trufa negra de Provença (França) é maior, entre novembro e março. Para que a safra seja boa é necessário que haja um bom período de chuvas entre o final do verão e início do outono.

As regiões que produzem as melhores trufas são, na Itália, Piemonte (considerada a melhor trufa branca), Toscana (trufas brancas e negras de ótima qualidade), além de outras regiões com produção regular dos dois tipos. Na França, Provença sempre oferece boas safras de trufas negras, enquanto na Espanha é a Catalunha que produz ótimas trufas negras.

Por se tratar de um produto muito delicado, a trufa perde muito com a umidade, podendo ser conservada por no máximo uma semana, o que mesmo assim gera certa perda. Por isso, a dica é comprar a iguaria no dia em que for cozinhar. Caso isso não seja possível, a maneira mais correta de preservar a trufa é mantê-la com a camada de terra com a qual é vendida.

Chef Rogério serve a trufa em fatias à mesa do cliente, num momento de beleza e contemplação da boa gastronomia

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