VINHEDO: Comerciantes lançam ação repudiando ‘visita’ de políticos só a cada 4 anos

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É, realmente, esta campanha eleitoral será atípica. Não apenas porque estamos sob uma nova legislação, mas também porque a sociedade demonstra um grande nível de insatisfação com a forma de se fazer e exercer a política no país. Prova disso é o movimento no comércio vinhedense, que vem ganhando cada vez mais adeptos, em que os lojistas estão colando adesivos em suas portas com os dizeres: ‘Políticos, estamos trabalhando, pulem a nossa porta’. Até o momento, cerca de 40 estabelecimentos aderiram à campanha.

A ideia aqui não é, apenas, deixar clara a indignação com a atuação da classe política de VINHEDO, mas reforçar que os comerciantes querem ser respeitados em suas reivindicações, e não aceitam mais as visitas dos candidatos à eleição apenas no período de campanha. “Chega de ‘tapinhas’ nos ombros, abraços, promessas, que depois se transformam em nada”, explica o proprietário da loja Kairós, Felipe Capovilla. Foi dele a sugestão de criar o adesivo para as lojas do Centro.

Segundo o jovem empresário, que gerencia o estabelecimento junto com o pai e a irmã, há algum tempo o segmento vem se mobilizando, por meio do WhatsApp, em busca de soluções para suas demandas e reivindicações. “Cerca de  100 lojistas estão neste grupo”, explica. “Estamos cansados de receber atenção a cada quatro anos. Quando fazem audiência para tomar alguma decisão, não ficamos sabendo e não temos tempo sequer para nos mobilizar. A mudança da via aqui na avenida Nove de Julho ocorreu sem a legitimidade de ninguém. Dos 100 comerciantes que integram o grupo, não achei ninguém que tenha considerado a iniciativa positiva”, argumenta.

Felipe faz questão de ressaltar que não fala em nome do grupo, ou como representante dele – apenas como mais um membro. Segundo ele, outra questão que também acabou ‘pegando’ para os lojistas foi o caso das feirinhas ilegais, que surgem esporadicamente. “A própria Prefeitura de VINHEDO apontou a ilegalidade neste tipo de evento. Eles precisam de um alvará específico e seguir normas de segurança”, explica.

Problemas com relação à segurança na área central também são lembrados por Felipe. “Têm ocorrido furtos aqui no Centro e nos sentimos muitas vezes impotentes, sem ter com quem discutir nossas demandas. Inicialmente, o grupo foi criado justamente para nos ajudarmos mutuamente nesse comportamento de vigilância e prevenção. Quando acontece algo, todos são informados. Depois percebemos o potencial de mobilização e passamos a discutir outras questões”, conta. Ele lembra que VINHEDO tem vocação turística e precisa de revitalização. “A cidade tem um potencial enorme para turismo e isso não está sendo considerado seriamente. Precisamos revitalizar o Centro, de maneira que sejam realizados eventos culturais, uma vida própria nesta região”, opina.

ACIVI SE POSICIONA POR MEIO DE NOTA DE ESCLARECIMENTO

Reconhecendo a existência de um descontentamento de parte do segmento comercial e empresarial em relação às políticas de proteção ao comércio local e combate às feiras ilegais, a Associação Comercial e Industrial de VINHEDO (Acivi), presidida por Edvaldo Piva, lançou um informe impresso de quatro páginas, em 19 de agosto, em forma de nota de esclarecimento. No documento, a Acivi informa todas as ações tomadas no combate às feirinhas ilegais, ressaltando que a entidade “não se coaduna e nem celebra parcerias com empresas que promovem eventos danosos aos comerciantes”, diz trecho da nota da entidade de classe.

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