VINHEDO: Em tempos difíceis, cidade leva vantagem quando o assunto é geração de empregos

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Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado mensalmente pelo Ministério do Trabalho, demonstram que o emprego formal em julho continuou sua trajetória de recuo de perda de postos de trabalho no país. No mês foram -94.724 vagas, equivalente ao declínio de 0,24% em relação ao estoque do mês anterior (junho). Porém, a queda foi bem menor que o verificado em junho de 2015, quando houve o fechamento de 111.199 vagas formais. Para o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, essa desaceleração demonstra uma recuperação gradual da economia. “Estamos perdendo menos vagas e a tendência para os próximos meses é que essa desaceleração continue e possamos gerar vagas no segundo semestre”, avaliou.

Neste cenário, VINHEDO, mais uma vez, está em vantagem frente a outras cidades da região. No mês de julho deste ano, a cidade fez 1.181 admissões, 971 demissão, fechando um saldo positivo de 210 vagas. Já VALINHOS registrou neste mesmo mês 1.248 admissões e 1.122 demissões, saldo positivo de 126 postos. LOUVEIRA foi a pior, com 492 admissões no período e 376 demissões, uma variação positiva de 116 vagas.

A situação privilegiada da Terra da Uva, porém, fica mais patente quando somados os resultados obtidos de janeiro a julho deste ano, comparando com as outras duas cidades. VINHEDO registra nos últimos sete meses, 9.352 trabalhadores admitidos, e 8.011 demitidos, com um saldo positivo é de 1.341. VALINHOS, no mesmo período, obteve 9.165 admissões e 9.494 demissões, com saldo negativo de 329 vagas. LOUVEIRA apresenta o pior resultado. Foram 2.393 admissões contra 2.984 demissões, com o resultado de menos 591 oportunidades no mercado de trabalho.

RMC REGISTRA UMA LEVE MELHORA EM RELAÇÃO A 2015

Números do Caged divulgados pela Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic) apontam que foram eliminados 14.055 postos de trabalhos no primeiro semestre deste ano na Região Metropolitana de Campinas (RMC). A título de comparação, em 2015, foram suprimidos 9.451 cargos no mesmo período. Apesar disso, uma melhora foi registrada em julho, quando foram gerados 608 postos de trabalho na RMC, um aumento de 120,44% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foram eliminados 2.975 postos. No acumulado dos últimos 12 meses foram eliminados na RMC 45.548 vagas.

SETOR DA AGRICULTURA TEVE

O MELHOR DESEMPENHO

Entre os setores da economia do território nacional, a Agricultura continua gerando postos, registrando no mês um acréscimo de 4.253 vagas formais, um incremento de 0,26% em relação ao mês anterior (junho). A Administração Pública foi outro setor com resultado positivo, com a geração de 237 postos, +0,03%.  Houve perda no setor de Serviços (-40.1470 vagas ou –0,24%), na Construção Civil (-27.718 vagas ou -1,09%), no Comércio (-16.286 postos ou – 0,18%) e na Indústria de Transformação (-13.298 postos ou -0,18%).

No geral, cinco estados apresentaram incremento no nível de emprego formal, com destaque para Mato Grosso (+2.016 postos ou 0,30%). Os maiores recuos ocorreram em Minas Gerais (-5.345 postos ou -0,38%), São Paulo (-13.795 postos ou -0,11%) e Rio Grande do Sul (-12.166 postos ou -0,47%).

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