VINHEDO: Esvaziado, Sindicato fala alto na praça, mas aceita o reajuste de Jaime

Sem medo de ‘baderna’ Jaime dá o exemplo e dialoga com sindicalistas

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Gritou, bradou, fez baderna, agrediu, xingou, utilizou todo o seu repertório populista e intimidatório para encenar uma força que não possui, para chegar a um acordo que não precisava. O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de VINHEDO se viu obrigado a aceitar ‘zero’ de aumento, e deixou o reajuste normal de 8,34% acontecer – o máximo que o prefeito Jaime Cruz poderia conceder em virtude de se encontrar no limite legal, em termos de comprometimento da folha de pagamento, e em relação ao que estabelece a Lei de Responsabilidade Fiscal. Para se ter uma ideia, este reajuste seria concedido de qualquer forma, sem necessariamente a presença do Sindicato.

DIÁLOGO E TRANSPARÊNCIA
Fiel à sua proposta de diálogo, o prefeito de VINHEDO revelou que é importante o trabalho dos servidores públicos municipais, mas as contas não permitem o merecido aumento de salários. “Temos o dever de equilibrar os compromissos e responsabilidades sociais que temos tanto com a população do município e o servidor público”. Portanto, ganho mesmo aos funcionários, foram os benefícios contemplados na proposta da Prefeitura, a exemplo de 22,22% no ticket alimentação, 11,12% no auxílio transporte e 15% no vale alimentação, além de garantias em outros benefícios solicitados pelos trabalhadores.
Desse modo, o ticket alimentação dos servidores municipais passa de R$ 450 para R$ 500 (reajuste de 22%). O auxílio transporte, para aqueles que utilizam carro ao se deslocar de casa ao trabalho, recebe reajuste de 11,12%, passando dos atuais R$ 144 para R$ 160. Os servidores que recebem vale alimentação terão aumento de 15%, passando de R$ 13 para R$ 15. Mas o mais importante, o salário, a baderna dos sindicalistas teve que engolir a proposta da Prefeitura – que é a correção da inflação, calculada pelo índice INPC, em 8,34%. “Que vergonha, psolistas!”, disse um dos servidores, descontente com o fracasso do Sindicato.
BENEFÍCIOS SOCIAIS
Mas apesar de prejudicados pelo radicalismo da nova diretoria do Sindicato, que pelos atos truculentos acabou esvaziando a instituição, os servidores de VINHEDO contam mesmo é com os benefícios sociais atendidos pela Prefeitura, como a preferência para que os funcionários possam ter seus filhos estudando próximos ao local de trabalho. Jaime Cruz também se comprometeu a estudar a concessão de pão, café e leite aos funcionários que entram no período vespertino – em especial na Educação – como café da tarde, já que no período matutino vem sendo atendido de forma geral. Outro item que a Prefeitura também já está atendendo é a contratação de uma empresa que irá proporcionar um estudo detalhado em todas as secretarias, relacionado à questão da segurança do trabalho, para avaliar sobre insalubridade e contratações de seguros de vida.

PLANO DE CARGOS E 14º
Atento aos problemas do servidor, Jaime Cruz abordou o tema do Plano de Cargos e Carreira, e do regime jurídico dos servidores públicos, reiterando que a Prefeitura propôs a formação de uma Comissão de estudos, composto por Prefeitura, Sindicato, Câmara e Sanebavi. A comissão irá se reunir, discutir e fechar uma proposta conjunta sobre o assunto. Sobre o tema da Lei do 14º salário-assiduidade, criado pelo Governo em 2012, e que foi suspensa pela Justiça de São Paulo, o prefeito disse que é uma ‘decisão liminar’, isto é, provisória, e que teve como autor do processo o Procurador Geral de Justiça do Estado de São Paulo. “Nosso Departamento Jurídico está trabalhando para que o servidor não perca este benefício e vou me empenhar para que tenhamos uma saída para mais este imbróglio jurídico”, contou o prefeito à FOLHA.

POPULISMO PREJUDICA
Segundo o relator do processo contra a Prefeitura de VINHEDO, Xavier de Aquino, há irregularidades na aplicação do 14º salário aos funcionários de VINHEDO. “A assiduidade já é obrigação do servidor, sendo ilegal premiar alguém por cumprir com algo que já é uma obrigação, como o 14º salário”. O Sindicato alega que tenta desatrelar o 14º da assiduidade, mas, esvaziado pelo radicalismo da nova diretoria comandada pelo PSOL, não conseguiu negociar a questão com a Prefeitura de VINHEDO, deixando mais uma vez o servidor prejudicado. Agora o prefeito Jaime Cruz tem 30 dias para se defender e garantir a manutenção do 14º salário. Jaime confirmou que já recebeu a notificação judicial sobre a liminar concedida pela Justiça contra o 14º, o que obriga a Prefeitura, infelizmente, a suspender o benefício.

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