VINHEDO: Ex-ministro, deputado Roberto Freire, visita hospital e Museu Adélio Sarro

O ex-ministro da Cultura, Roberto Freire, que também é deputado federal por São Paulo e presidente nacional do PPS esteve na semana passada em VINHEDO, onde fez uma visita à Nova Santa Casa e ao Museu de Artes Adelio Sarro (MAAS), já que tanto a saúde como a cultura fazem parte de modo relevante do seu longo currículo como político no Brasil. Na oportunidade, o ex-ministro concedeu entrevista exclusiva ao jornal FOLHA NOTÍCIAS quando falou de sua trajetória como pessoa pública e de como avalia a atual situação da política brasileira ainda envolvida em uma grande crise:

FOLHA NOTÍCIAS (FN): Ministro Roberto Freire, o que o fez focalizar a Santa Casa e o Museu de Artes Adélio Sarro nessa sua visita à cidade de VINHEDO?
Roberto Freire (RF): Junto com o presidente da Federação das Santas Casas de São Paulo tenho acompanhado, desde a pré-campanha a reeleição como deputado federal pelo PPS a situação das Santas Casas no estado e no país. Sempre tive uma relação muito estreita com as Santas Casas e hospitais filantrópicos, inclusive apresentei um projeto que buscasse recursos para esse tipo de nosocômio. Desde a Constituinte trabalhei em nome de Sérgio Arouca para ajudar as Santas Casas e fui um dos responsáveis pela criação do Sistema único de Saúde (SUS) no governo de Itamar Franco. Vim a VINHEDO para conhecer a retomada da Santa Casa, a Nova Santa Casa, que está caminhando bem.

FN: E o Museu Adélio Sarro?
RF: Muito por ter sido Ministro da Cultura, e confesso que fiquei impressionado com um projeto da dimensão do MAAS ter sido financiado unicamente com recursos particulares. Então, vamos fazer de tudo para ajudar de agora em diante essa iniciativa cultural e artística de dimensão internacional. VINHEDO tem alto nível de renda, portanto comporta uma atividade cultural mais desenvolvida e o museu do Sarro está pronto para ser usado tanto na esfera local, estadual, nacional e internacional.

FN: Mas o governo tem tentado contingenciar (tirar verbas) a cultura e o esporte em vez de investir mais nessas áreas.
RF: Custa perceber que a indústria cultural que cresce cada vez mais com impacto crescente no PIB. E o que se vê é o governo contingenciando a cultura e o esporte, mas no mundo todo essas áreas movimentam bilhões, e o que o governo está fazendo? Nada! Nosso futebol é pentacampeão mundial, se perdeu uma copa ou outra, não importa, é um dos maiores do mundo, mas o esporte tem pouca presença do grande negócio no setor em nosso país. Emprego e renda levam em consideração a indústria cultural e esportiva. A cultura é indústria que mais cresce no mundo, inclusive no Brasil.

FN – E sua relação política com VINHEDO?
RF: Tenho uma boa relação, sempre tive uma boa votação na cidade. Posso dizer que não sou um parlamentar desconhecido, muitas pessoas já ouviram falar de mim, já me acompanham em minha trajetória um tanto longa e sempre de cabeça erguida com total transparência. Meu voto é um ‘voto de opinião’. VINHEDO tem pessoas com uma formação maior, um nível de informação mais alto, então é uma cidade boa para se conhecer e se envolver.

FN: E como o senhor vê a situação política no Brasil?
RF: Até então estava um tanto nebulosa por causa da indefinição de como ficaria a situação de Lula. Mas nós estamos nos ajustando como sociedade. Há pouco tempo atrás as discussões eram em torno da corrupção, delações, e da negação da política. Mas quando se viu empresários de grandes empresas indo para a cadeia, vários políticos presos, inclusive um ex-presidente da República, um criminoso que não está acima da lei. A grande mudança começa na Constituinte de 1988 com o Ministério Público e a Polícia saindo da dependência dos poderes prestando conta apenas à Lei e não ao Poder algum. Aí começa a investigação do poder.

FN: A agenda política começa a mudar?
RF: Sim começa a ser debatida a esperança, é outra agenda, o debate passa a ser em torno de candidatos, propostas, mas o combate à corrupção não para, continua mais ainda porque a política é compromisso com a vida, mas a corrupção é compromisso com a morte. A corrupção continua a ser combatida, mas não é a principal agenda. A agenda agora é como vai ser o nosso amanhã. Precisamos ter esperança de que vamos sair desse atoleiro, com essa perda de valores, valores humanos, princípios. È um bom sinal essa mudança de agenda, porque se não tivermos esperança não vamos viver. Não é apagar o que ocorreu, mas focar no que não pode mais acontecer. Quero dizer também que conto mais uma vez com o voto do vinhedense para continuar na Câmara Federal. É só apertar 2323 (PPS). Sou muito grato a todos os vinhedenses pela hospitalidade e cordialidade de sempre!

O deputado Roberto Freire, com Pedro Lindarte e o assessor Antonio Sérgio Martins, foi recepcionado pelo vinhedense Francisco Moreira (de camisa xadrez)

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